O Hamas desmentiu nesta quinta-feira ter aceitado sob condições a proposta formulada pela União Européia (UE) de trégua com Israel na Faixa de Gaza, atribuindo a um falso comunicado declarações neste sentido de um de seus porta-vozes.

"Trata-se de um falso comunicado propagado por partes hostis com o objetivo de semear a confusão sobre as posições do Hamas", afirmou à AFP Fawzi Barhum, o porta-voz do movimento radical islâmico.

"Não fiz nenhuma declaração neste sentido", insistiu.

No comunicado, divulgado pelo site de notícias do Hamas, Barhum afirmava: "O movimento aceita esta iniciativa (da UE) desde que acabe a agressão israelense, que o bloqueio seja levantado, que todos os pontos de passagem sejam abertos e que obtenhamos garantias internacionais de que o ocupante não recomeçará esta guerra terrorista".

"O acordo de trégua deve constituir um acordo global incluindo um cessar-fogo, o fim do bloqueio e a reabertura de todos os pontos de passagem", acrescentava Barhum no comunicado.

Os chanceleres dos 27 países da UE lançaram ao término de uma reunião em Paris um apelo a "um cessar-fogo imediato e permanente" para permitir uma "ação humanitária imediata" para a população de Gaza, assim como à reabertura dos pontos de passagem entre a Faixa de Gaza, Israel e o Egito.

O fim dos combates "deve permitir a abertura de todos os pontos de passagem" para Gaza, segundo a declaração da UE, que se prontificou para facilitar este objetivo.

A UE se disse "disposta a reenviar a Rafah" sua missão de observadores "para permitir"a reabertura desta fronteira, "em ligação com o Egito, a Autoridade Palestina e Israel".

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