Hamas nega ter aceitado proposta europeia de trégua

O Hamas desmentiu nesta quinta-feira ter aceitado condicionalmente a proposta formulada pela União Europeia de trégua com Israel na Faixa de Gaza, atribuindo a um comunicado falso as declarações sobre o assunto feitas por um porta-voz do movimento islamita.

Redação com agências internacionais |

"Trata-se de um falso comunicado propagado por partes hostis com o objetivo de semear a confusão sobre as posições do Hamas", afirmou à AFP Fawzi Barhum, o porta-voz do movimento radical islâmico.

"Não fiz nenhuma declaração neste sentido", insistiu.

No comunicado, divulgado pelo site de notícias do Hamas, Barhum afirmava: "O movimento aceita esta iniciativa (da UE) desde que acabe a agressão israelense, que o bloqueio seja levantado, que todos os pontos de passagem sejam abertos e que obtenhamos garantias internacionais de que o ocupante não recomeçará esta guerra terrorista".

"O acordo de trégua deve constituir um acordo global incluindo um cessar-fogo, o fim do bloqueio e a reabertura de todos os pontos de passagem", acrescentava Barhum no comunicado.

Os chanceleres dos 27 países da UE lançaram ao término de uma reunião em Paris um apelo a "um cessar-fogo imediato e permanente" para permitir uma "ação humanitária imediata" para a população de Gaza, assim como à reabertura dos pontos de passagem entre a Faixa de Gaza, Israel e o Egito.

Morre um dos principais chefes do Hamas

Um dos principais chefes do Hamas, Nizar Rayan, foi morto nesta quinta-feira em um ataque aéreo israelense no norte da Faixa de Gaza, anunciaram os serviços de socorro palestinos.

Fumaça é vista na Faixa de Gaza, após ataque israelense
Fumaça é vista na Faixa de Gaza, após ataque israelense

Nizar Rayan, um dos líderes da ala mais radical do Hamas, foi morto com pelo menos quatro pessoas na casa onde vivia com uma de suas quatro mulheres, em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, acrescentaram as fontes.

Rayan é o mais alto responsável do Hamas morto por Israel desde o início de sua ofensiva contra o movimento islâmico em Gaza, sábado.

Exército quer ataques terrestres

O Exército israelense propôs ontem ao governo o lançamento de uma incursão terrestre de peso , mas relativamente curta, na Faixa de Gaza, publica nesta quinta-feira o jornal "Ha'aretz".

Ontem, na reunião do gabinete de segurança - que reúne às lideranças política e militar -, o comando militar recebeu sinal verde para continuar sua ofensiva em Gaza, que já deixou mais de 400 mortos e 2.000 feridos.

Há alguns dias, Israel mantém posicionados centenas de soldados e tanques em torno da Faixa de Gaza para uma eventual incursão terrestre que complemente os bombardeios aéreos e navais. Além disso, mobilizou milhares de reservistas.

Na liderança do Exército predomina a opinião de que é necessário pressionar ainda mais o Hamas - que controla Gaza - para alcançar um cessar-fogo durável em termos mais favoráveis para Israel que o que as duas partes mantiveram desde junho até o dia 19 de dezembro.

A chefe da diplomacia israelense, Tzipi Livni, defende, por outro lado, deixar aberta a crise, de forma que Israel tenha as mãos livres para responder a qualquer ataque palestino, diz a publicação.


Base policial do Hamas destruída após bombardeio de Israel, em Gaza

Sem acordo na ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas não conseguiu chegar a um consenso sobre uma resolução pedindo um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Um esboço de resolução, apresentado em uma reunião de emergência a pedido da Liga Árabe, acabou não sendo submetido formalmente a votação por causa de divergências entre os representantes dos países que integram o conselho.

Embaixadores de Estados Unidos e Grã-Bretanha reclamaram que o texto, apresentado por Líbia e Egito, não fazia referência aos ataques palestinos contra Israel que, segundo eles, motivaram a atual ofensiva israelense.

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