Damasco - Um dos principais dirigentes do movimento palestino Hamas não descartou hoje a possibilidade da libertação do prisioneiro israelense Gilad Shalit, graças a uma troca de presos, e disse que em poucos dias pode ser alcançado um acordo com Israel sobre uma trégua duradoura na Faixa de Gaza.

"Graças às conversas que mantivemos no Cairo, acho que haverá resultados positivos em poucos dias para alcançar um acordo sobre uma trégua com os israelenses", disse à Agência Efe o "número dois" do Hamas, Moussa Abul Markuz.

Há várias semanas, o Egito está intermediando entre o Hamas e Israel separadamente, primeiro, para conseguir o fim das hostilidades que explodiram em 27 de dezembro passado e, depois, para consolidar a frágil trégua que está vigente em Gaza desde 18 de janeiro.

Esta negociação também busca, mais adiante, eliminar as causas de conflito entre palestinos e israelenses em Gaza e avançar para a reconciliação entre o Hamas e o Fatah, profundamente divididos.

Em suas declarações, Marzuk afirmou que um cessar-fogo durável com Israel deveria incluir a imediata suspensão do bloqueio que afeta Gaza desde que o Hamas tomou à força o controle desse território, em junho de 2007.

Marzuk, que está exilado em Damasco, acrescentou que o Hamas está esperando explicações sobre uma oferta palestina para permitir parcialmente, em até 80%, a reabertura dos pontos fronteiriços de Gaza, a fim de suspender o bloqueio.

Damasco está sendo cenário nas últimas horas de conversas entre dirigentes do Hamas em Gaza e os que estão exilados em Damasco, vinculadas com as negociações para alcançar um cessar-fogo e a libertação de prisioneiros.

"A delegação (do Hamas em Gaza) voltará ao Cairo amanhã para enviar nossa resposta a nossos irmãos egípcios e obter respostas israelenses sobre certas exigências", acrescentou Marzuk.

"Assim como Israel tem vontade de libertar Shalit, também estamos determinados em conseguir nossas reivindicações e que sejam colocados em liberdade as mulheres, as crianças e outros irmãos que continuam nas prisões israelenses", acrescentou.

O dirigente palestino não quis dar detalhes sobre esta negociação, mas disse que, se os israelenses forem sérios em suas propostas, "será possível ver um progresso em breve".

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