Hamas mata colaboradores e membros do Fatah, diz jornal israelense

Jerusalém, 8 jan (EFE).- O movimento islâmico Hamas estabeleceu um regime de repressão na Faixa de Gaza e assassinou um número indeterminado de supostos colaboradores, incluindo membros do Fatah, desde o início da ofensiva militar de Israel há 13 dias, informa hoje o jornal israelense Haaretz.

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"O Hamas adotou medidas repressivas contra todos aqueles que acham que podem colocar em perigo a luta contra Israel, seu Governo ou a moral do público", afirma, em artigo, a jornalista israelense Amira Hass, que viveu muitos anos nos territórios palestinos.

Segundo a repórter, premiada em vários países por seu trabalho nos territórios palestinos e suas persistentes denúncias contra a ocupação israelense, os objetivos desta repressão são "ativistas do partido Fatah, condenados, suspeitos de colaboracionismo com Israel e simples criminosos".

"Na Faixa de Gaza, falam de entre 40 e 80 assassinados, mas é impossível confirmar esta informação", diz Hass.

Fontes do Hamas confirmam ao jornal execuções de um número indeterminado de colaboracionistas, mas não deram detalhes de quem ou quantos eram, mas que se tratava de pessoas que confessaram ter dado informações aos serviços secretos israelenses pelas quais palestinos morreram.

Também lhe confirmaram as execuções de réus que já tinham sido condenados à morte, mas cuja punição estava pendente por diversas razões.

"As execuções são feitas em segredo", afirma a jornalista, que menciona que há um contêiner em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde as famílias vão recolher os corpos dos executados.

Hass também expõe as denúncias de ativistas do Fatah de que o Hamas lhes incluiu na "lista de colaboradores" para retirá-los.

Uma fonte no Ministério do Interior do Hamas em Gaza disse ao jornal que foram tomadas "medidas" contra ativistas do Fatah que "ficaram felizes" com os bombardeios israelenses e "distribuíram balas" nas ruas no início dos ataques aéreos, em 27 de dezembro.

Fontes da Organização para a Libertação Palestina (OLP) na Cisjordânia, que pediram para não ser identificadas, confirmaram à Agência Efe que, nos últimos dias, foram assassinados pelo Hamas membros do Fatah em Gaza, mas não conseguiram precisar o número nem os motivos. EFE elb/an

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