Gaza, 16 jul (EFE).- O Movimento de Resistência Islâmica Hamas felicitou hoje a milícia xiita Hisbolá pela troca de presos com Israel, que qualifica de vitória para a resistência e o grupo libanês.

"Esta é uma grande vitória para a resistência e para o Hisbolá, e será uma festa para os prisioneiros e suas famílias", manifestou hoje em Gaza o porta-voz do movimento Sami Abu Zuhri.

O Hisbolá transferiu no começo da manhã a Israel dois caixões negros com os restos dos soldados israelenses Eldad Regev e Ehud Goldwasser, que precisam agora ser identificados.

Se a identidade dos militares for confirmada, Israel entregará cinco prisioneiros libaneses vivos e os restos mortais de 199 milicianos que perderam a vida em combate.

Entre os presos que o Estado judeu prometeu libertar está Samir Kuntar, que recebeu cinco condenações à prisão perpétua e mais 47 anos de prisão adicionais pela morte de um policial, um civil e uma de suas filhas, em um ataque em 1979 na cidade israelense de Nahariya (norte do país).

"A libertação de Kuntar e dos outros prisioneiros com longas condenações rompe a teoria da ocupação (Israel) de que este tipo de detido não pode ser libertado", afirmou Abu Zuhri.

O porta-voz do movimento islâmico disse ainda que "o Hamas redobra todos os esforços para garantir a libertação de prisioneiros com sentenças longas".

O Hamas mantém em seu poder o soldado israelense Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 por três milícias, entre elas o braço armado do movimento, durante um ataque a uma base militar.

"Dizemos à família de Gilad Shalit que o único responsável pela demora de seu retorno para casa é (Ehud) Olmert", disse Abu Zuhri, em referência ao primeiro-ministro israelense.

O grupo islamita exige o Estado judeu liberte mil palestinos, além de mulheres, crianças, doentes e idosos presos, em troca de Shalit. EFE sar/mh

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