Gaza/Belém - O Hamas cifrou neste sábado em várias dezenas o número de mortos provocado pelo bombardeio do Exército israelense contra a Faixa de Gaza, enquanto fontes da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que governa a Cisjordânia, afirmam que há mais de 120 vítimas fatais e centenas de feridos entre os escombros.

O ministro de Assuntos de Prisioneiros da ANP, Ashraf al-Ajrami, disse que os mortos podem superar os 120, enquanto os feridos são avaliados em cerca de 200.

Fontes do Hamas, movimento islâmico que controla a Faixa de Gaza e contra o qual Israel lançou o ataque, confirmaram que o bombardeio "em massa" danificou dezenas de edifícios.

Estas fontes disseram que o ataque causou o pânico entre a população dos imóveis próximos aos alvos, muitos deles situados em áreas residenciais.

Entre as áreas atingidas, está o porto da Cidade de Gaza e várias sedes das forças de segurança do Hamas, que disse que foi um bombardeio aéreo.

Segundo testemunhas, pelo menos 30 mísseis foram lançados durante a operação militar israelense.

O bombardeio ocorre dois dias depois que o Governo israelense adotou a decisão de empreender uma operação militar em grande escala em Gaza, se os grupos armados palestinos continuassem com o lançamento de foguetes contra o território de Israel.

Segundo a imprensa israelense, a execução dessa intervenção militar aconteceria a partir de domingo, para dar tempo às autoridades egípcias de realizar uma última tentativa de mediação entre Israel e Hamas.

A mediação egípcia tinha o objetivo de renovar a trégua que as duas partes assinaram em junho e concluiu no último dia 19.

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