Hamas exige libertação de 300 integrantes para dialogar com Fatah

Cairo, 4 nov (EFE).- O grupo palestino Hamas exige a libertação de quase 300 de seus membros, presos em cadeias cisjordanianas, como gesto de boa vontade para abrir caminho ao diálogo palestino previsto para 9 de novembro, informou hoje o jornal Al-Hayat.

EFE |

Segundo o jornal editado em Londres, que cita fontes do Hamas não identificadas, este grupo islâmico também deseja que cheguem ao fim "as perseguições e detenções" de membros do movimento na Cisjordânia (território controlado pelos nacionalistas do Fatah).

As informações publicadas hoje coincidem com a viagem de uma delegação do Hamas ao Cairo para se reunir com responsáveis egípcios, que atuam como mediadores no diálogo, com o objetivo de introduzir reformas no plano proposto pelo Egito para a reconciliação palestina.

Segundo o "Al-Hayat", o Hamas estuda a possibilidade de não participar das reuniões do Cairo caso não sejam levadas em conta suas observações e as de outras facções sobre a proposta egípcia.

No entanto, fontes da segurança egípcia consultadas pela Agência Efe disseram que estas mudanças "não são importantes", já que, "em princípio, o Hamas aceitou o plano do Egito".

Estas fontes afirmaram que está previsto que os representantes do Hamas se reúnam hoje com o chefe da inteligência egípcia, Omar Suleiman.

Já o jornal egípcio "Al-Ahram", que cita um responsável local não identificado, informa que o Egito "não abrirá as portas agora para nenhuma observação de alguma facção".

A fonte acrescentou que a proposta egípcia inclui linhas gerais, e todos os comentários das facções palestinas serão tratados pelos comitês que serão criados após a conferência do diálogo nacional, prevista para o próximo domingo, em Cairo.

A delegação do Hamas que visita Cairo hoje tem a presença do vice-presidente do escritório político do Hamas em Damasco, Moussa abu Marzuq, e de Mahmoud Zahar, dirigente do movimento em Gaza.

Depois de se reunirem separadamente com delegações de 12 facções nas últimas semanas, as autoridades egípcias elaboraram um plano para acabar com a instabilidade e a divisão política nos territórios palestinos.

Para tratar desta iniciativa, dirigentes do movimento nacionalista Fatah e do Hamas vão se sentar à mesa no próximo domingo, pela primeira vez desde que a situação política palestina se complicou após a tomada de Gaza pela força pelo Hamas, em junho de 2007. EFE hh/fh/jp

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