Hamas encerra confrontos em Rafah contra braço da Al Qaeda

Gaza, 15 ago (EFE).- O Hamas confirmou hoje o fim dos confrontos entre os membros do movimento e o grupo radical islâmico pró-Al Qaeda Ansar Jund Allah (Guerreiros de Deus) na cidade de Rafah, sul de Gaza, que começaram nesta sexta-feira e nos quais 22 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas.

EFE |

A "operação de segurança" contra o grupo salafista sunita terminou ao meio-dia (6h de Brasília), informou em comunicado o porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, Ihab al-Ghusein.

Nesta manhã, as forças do movimento islâmico Hamas mataram o xeque Abdel-Latif Moussa, de 47 anos, líder espiritual do grupo.

Ghusein afirmou que entre os mortos há "seis oficiais da Polícia, seis civis e nove membros do grupo ilegal".

Entre os civis haveria duas meninas, uma delas de oito anos, segundo informaram fontes médicas.

As forças de segurança do Hamas continuam destacadas na zona do conflito, perto da mesquita de Ibn Taymiyyah, que for cercada e cujo acesso foi proibido.

O porta-voz do Hamas disse que o Ansar Jund Allah é "um grupo de indivíduos mais que uma organização", que este "não têm contato com o mundo exterior e sua ideologia está deturpada, já que acusam os cidadãos de Gaza de não ser fiéis ao Islã".

O grupo, explicou, está por trás de vários ataques e bombas contra cafés, lojas de discos e festas de casamento realizados nos últimos meses.

A violência começou depois que Moussa, mais conhecido como Abu Nour al-Maqdisi, proclamou durante as orações da sexta-feira (dia sagrado muçulmano) um emirado islâmico na Faixa palestina e criticou duramente o Hamas por não impor a sharia (lei islâmica) no território.

As forças do Hamas cercaram a mesquita de Ibn Taymiyyah, onde o xeque fez o sermão, e teve início um tiroteio com os homens armados do grupo que só terminou esta manhã.

Segundo Ghusein, clérigos do Hamas entraram em contato com membros do grupo para "tentar convertê-los ao Islã moderado" e "pôr fim ao conflito de forma pacífica", mas estes rejeitaram e os milicianos abriram fogo contra a Polícia do Hamas. EFE sar/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG