Damasco, 8 jan (EFE).- Dez facções palestinas, incluindo o Hamas, com sede em Damasco, rejeitaram hoje, em comunicado, o plano egípcio para colocar fim às hostilidades na Faixa de Gaza, ao considerar que não tem uma base válida.

Na nota, as facções dizem que não vêem "na iniciativa egípcia nenhuma base válida para uma solução aceitável", já que inclui artigos que consideram arriscados para a resistência palestina e seu futuro.

O Egito apresentou um plano contra a crise em Gaza que contempla uma trégua entre Israel e as facções palestinas por um período limitado e a abertura dos postos fronteiriços, além da realização de uma reunião urgente entre ambas as partes e o relançamento do diálogo interpalestino.

Segundo as facções, o objetivo do plano egípcio é "impor restrições ao movimento de resistência, bloqueá-lo enquanto concede carta branca ao inimigo (Israel)".

"A iniciativa ajudaria somente o inimigo a atingir os objetivos que não conseguiu até agora", advertiu o texto.

Além disso, os grupos palestinos questionaram a participação de outros países árabes no plano, embora não tenham citado nenhum Estado.

Os palestinos também rejeitaram o desdobramento de observadores internacionais na faixa, e renovaram as chamadas a Israel para que "detenha a agressão, se retire imediatamente (do território), suspenda o bloqueio e abra as passagens fronteiriças, particularmente a de Rafah", na fronteira entre Gaza e Egito.

Além do Hamas, assinaram o comunicado as facções Jihad Islâmica, Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP) e Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), entre outras.

A ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza entrou hoje em seu 13ª dia e já deixou mais de 700 mortos e três mil feridos. EFE gb/mh

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.