Hamas e outras 9 facções palestinas rejeitam plano egípcio para Gaza

Damasco, 8 jan (EFE).- Dez facções palestinas, incluindo o Hamas, com sede em Damasco, rejeitaram hoje, em comunicado, o plano egípcio para colocar fim às hostilidades na Faixa de Gaza, ao considerar que não tem uma base válida.

EFE |

Na nota, as facções dizem que não vêem "na iniciativa egípcia nenhuma base válida para uma solução aceitável", já que inclui artigos que consideram arriscados para a resistência palestina e seu futuro.

O Egito apresentou um plano contra a crise em Gaza que contempla uma trégua entre Israel e as facções palestinas por um período limitado e a abertura dos postos fronteiriços, além da realização de uma reunião urgente entre ambas as partes e o relançamento do diálogo interpalestino.

Segundo as facções, o objetivo do plano egípcio é "impor restrições ao movimento de resistência, bloqueá-lo enquanto concede carta branca ao inimigo (Israel)".

"A iniciativa ajudaria somente o inimigo a atingir os objetivos que não conseguiu até agora", advertiu o texto.

Além disso, os grupos palestinos questionaram a participação de outros países árabes no plano, embora não tenham citado nenhum Estado.

Os palestinos também rejeitaram o desdobramento de observadores internacionais na faixa, e renovaram as chamadas a Israel para que "detenha a agressão, se retire imediatamente (do território), suspenda o bloqueio e abra as passagens fronteiriças, particularmente a de Rafah", na fronteira entre Gaza e Egito.

Além do Hamas, assinaram o comunicado as facções Jihad Islâmica, Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP) e Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), entre outras.

A ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza entrou hoje em seu 13ª dia e já deixou mais de 700 mortos e três mil feridos. EFE gb/mh

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