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Hamas e Israel divergem sobre duração de trégua

O grupo militante palestino Hamas teria oferecido um cessar-fogo de um ano depois que Israel propôs uma trégua de dezoito meses, afirmou neste domingo um porta-voz do grupo Ayman Taha. A declaração foi feita depois de um encontro com mediadores egípcios no Cairo.

BBC Brasil |

Segundo Taha, o grupo também reiterou a exigência da suspensão do bloqueio israelense em Gaza. Os israelenses, em contrapartida, querem o fim do contrabando de armas no seu território.

Israel e o Egito reforçaram um bloqueio na fronteira depois que o Hamas assumiu o controle do território à força em meados de 2007.

As autoridades de ambos os países dizem que só vão abrir os portões se o Hamas aceitar o envio de fiscais de fronteira para impedir o contrabando de armas para Gaza, de acordo com a correspondente da BBC no Cairo, Yolande Knell.

O Egito vem agindo há muito tempo como mensageiro entre Israel e os palestinos.

O chefe dos serviços de inteligência egípcio, Omar Suleyman, que mediou o último acordo de cessar-fogo de seis meses entre Israel e o Hamas, está novamente agindo como mediador na crise recente.

Segundo Knell, o papel de Suleyman é importante já que Israel se recusa a negociar diretamente com o Hamas, tido como um um grupo terrorista pelos israelenses.

Conflito
O Hamas, que controla o território, declarou uma trégua há uma semana, pouco depois que Israel anunciou um cessar-fogo unilateral.

Representantes da facção palestina rival, Fatah, que controla a Cisjordânia, também devem ir ao Egito para iniciar conversações para uma reconciliação.

Cerca de 1,3 mil palestinos foram mortos na operação militar israelense em Gaza, que teve ínicio no último dia 27 de dezembro e durou 22 dias.

Treze israelenses - três deles, civis - morreram no mesmo período.

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