Hamas e Fatah retomarão diálogo no Cairo em 18 de julho

Gaza, 13 jul (EFE).- O diálogo entre o movimento islâmico Hamas e o grupo nacionalista palestino Fatah, liderado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, será retomada em 18 de julho, no Cairo, disseram hoje fontes islâmicas.

EFE |

"O encontro entre os dirigentes do Hamas e do Fatah no Cairo terá por objetivo avaliar os resultados dos contatos mantidos pela delegação egípcia de altos funcionários com os líderes palestinos na semana passada", afirmou o membro do Hamas Ismail Radwan, em comunicado à imprensa.

Uma delegação egípcia de alta categoria, liderada pelo general Mohammed Ibrahim, assessor do chefe da inteligência do Egito, Omar Suleiman, retornou ontem ao Cairo, após manter uma série de reuniões nos últimos três dias com representantes das facções políticas palestinas.

Radwan disse que, no encontro do dia 18, serão abordadas "todas as questões pendentes que obstruem um acordo de reconciliação, em particular a questão dos presos políticos".

Cairo, que faz a mediação desde o início deste ano para conseguir a formação de um Governo de união nacional palestino e a organização de eleições para janeiro, tinha dado às facções até o último dia 7 para alcançar um acordo, prazo que expirou sem que as facções tenham chegado a algum compromisso.

A reunião do dia 18 "consistirá em uma reunião de avaliação para preparar uma atmosfera positiva para a próxima rodada de diálogo, prevista para 25 de julho", disse Radwan.

O alto funcionário do Hamas disse que "um dos maiores obstáculos que obstruem a assinatura de um acordo de reconciliação são as contínuas detenções de membros de seu movimento na Cisjordânia, assim como a coordenação em matéria de segurança com Israel" mantida pelas forças da ordem da ANP.

Omer Abdel Razeq, deputado do Hamas na Cisjordânia, disse aos meios de comunicação que "a decisão recente de Abbas de libertar vários presos do Hamas é uma iniciativa positiva, mas não suficiente".

O Hamas calcula que as forças de segurança de Abbas retêm 850 membros de seu grupo em prisões da Cisjordânia.

Abdel Razeq disse que a maior parte está presa, apesar de não terem sido apresentadas acusações contra eles, e muitos já cumpriram suas sentenças de prisão.

Faisal Abu Shahla, deputado do Fatah em Gaza, disse que as questões pendentes relacionadas às forças de segurança conjuntas em Gaza, o Governo e o sistema eleitoral "continuam sem serem resolvidos".

Sobre os prisioneiros políticos tanto em Gaza quanto na Cisjordânia, Abu Shahla disse que "as detenções políticas acabarão assim que as duas partes colocarem fim a suas desavenças políticas e geográficas". EFE sar-nh-db/an

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