Hamas e a Jihad Islâmica não expressam preferência nas primárias israelenses

JERUSALÉM - As facções palestinas Hamas e Jihad Islâmica não expressaram preferência por nenhum dos candidatos que concorrem hoje nas primárias do partido Kadima, apesar de seu resultado representar uma mudança no Governo israelense.

EFE |

"Todos os líderes israelenses são iguais e não apoiamos nenhum, já que todos são inimigos", declarou Ismail Radwan, líder do Hamas na Faixa de Gaza, à agência de notícias palestina "Ma'an".

O líder da Jihad Islâmica Nafeth Azzm, também em Gaza, declarou por outro lado que todos os candidatos "têm as mesmas atitudes extremistas contra os palestinos".

"Todos são iguais neste partido", segundo Azzam, que afirmou que o Kadima foi formado pelo ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, que praticou "todas as formas para o assassinato e a agressão contra os palestinos".

Os dois grupos palestinos estão convencidos de que, vença quem vencer estas primárias, é improvável que o futuro presidente do Kadima melhore as condições de vida dos palestinos na Cisjordânia e em Gaza.

O vencedor deste pleito poderia se transformar no próximo primeiro-ministro de Israel caso consiga manter a atual coalizão do Governo de Ehud Olmert ou alcançar novos parceiros para formar um novo Executivo.

Todas as pesquisas apontam como favorita a atual ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, que lidera as negociações de paz com os palestinos.

O outro candidato com chances é Shaul Mofaz, atual ministro dos Transportes e general da reserva, que pertence à ala mais conservadora do partido.

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