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Hamas diz que partes européias fazem mediação em troca de presos com Israel

Gaza, 6 jul (EFE).- O movimento islâmico Hamas disse hoje que partes européias estão fazendo a mediação nos esforços para conseguir a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, retido na Faixa de Gaza, em troca da libertação de presos palestinos.

EFE |

Ismail Radwan, porta-voz do Hamas, acrescentou que as "partes européias" não são as únicas que fazem a mediação neste assunto, mas não quis revelar que países europeus são os mediadores, nem se pertencem à União Européia (UE).

"Estamos trabalhando com todo o empenho e mediadores, porque servem aos esforços egípcios para conseguir a troca", disse o porta-voz do Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza há mais de um ano.

Radwan disse que as negociações para conseguir a liberdade de Shalit estão suspensas, porque "a parte sionista (referência a Israel) não está plenamente comprometida" a respeitar a trégua estipulada entre o Hamas e Israel, graças à mediação egípcia.

O Egito convidou uma delegação do Hamas a manter conversas indiretas com Israel no Cairo, e continuar a negociação em torno da troca pelo soldado israelense, capturado há mais de dois anos por três milícias palestinas, entre elas o braço armado do Hamas.

O movimento islâmico rejeitou o convite do Cairo, confirmaram Radwan e outros dirigentes do grupo, em resposta ao fechamento por parte de Israel das principais passagens fronteiriças, em represália aos ataques com foguetes a partir da Faixa de Gaza.

O cessar-fogo entre as partes começou em 19 de junho e permitiu recuperar uma calma relativa na Faixa de Gaza, mas, pontualmente, são lançados foguetes do território palestino contra Israel, e forças israelenses abrem fogo contra camponeses e pescadores palestinos, denunciam fontes locais.

Além disso, a suspensão do bloqueio e a reabertura das passagens fronteiriças é intermitente, e pouco se restabeleceu o fluxo de mercadorias à Faixa de Gaza.

Fontes diplomáticas da Comissão Européia (órgão executivo da União Européia) em Tel Aviv reiteraram que o bloco europeu não mantém contatos "em nível político" com o Hamas, considerada organização terrorista pelo grupo.

Para reverter essa decisão, a UE exige que o Hamas renuncie à violência, reconheça Israel e os acordos assinados entre a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Estado judeu.

EFE sar/an

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