Hamas diz que Netanyahu nega direitos legítimos dos palestinos

Gaza, 14 jun (EFE).- O movimento islâmico Hamas condenou o discurso feito hoje pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e considerou inaceitáveis as condições impostas para a criação de um Estado palestino.

EFE |

"Em seu discurso, (Netanyahu) negou os direitos legítimos do povo palestino, como o direito ao retorno dos refugiados e o reconhecimento de Jerusalém como capital do futuro Estado palestino", afirmou Ismail Radwan, um dos líderes do Hamas em Gaza.

O primeiro-ministro israelense pôs como condições para a paz no Oriente Médio que os palestinos reconheçam Israel como "lar nacional judeu" e que o futuro Estado palestino seja "desmilitarizado", além de insistir na ideia de que Jerusalém seguirá sendo a capital "unificada" do Estado de Israel.

"O discurso é uma bofetada na cara de todos aqueles que apostaram na opção das negociações com Israel. Também representa uma resposta aos árabes e palestinos que defendem o diálogo de paz", disse.

Radwan exortou também o povo palestino e o mundo árabe em geral "a romper qualquer laço com Israel".

O dirigente do grupo islâmico, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007, aconselhou a Autoridade Nacional Palestina (ANP) "a romper todo acordo e negociação com Israel assim como a cooperação em segurança na Cisjordânia".

Além disso, apostou na "opção da resistência (armada) como única alternativa para liberar os territórios ocupados".

A ANP também condenou o discurso do chefe de Governo israelense e rejeitou todas as condições impostas para solucionar o conflito regional. EFE Sa'ar/rr

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