Jerusalém, 11 jan (EFE).- O Hamas denunciou hoje o possível uso por Israel de bombas de fósforo branco em regiões habitadas por civis na Faixa de Gaza, não obedecendo assim às exigências da legislação internacional.

"Não temos provas, pois em Gaza não temos laboratórios nos quais possamos fazer as análises, mas tudo indica que o Exército israelense usa bombas de fósforo branco em áreas altamente povoadas", declarou Hassan Yalaf, vice-ministro de Saúde do Hamas e diretor-geral do Hospital de Shifa.

Em conversa telefone com a Agência Efe desde Gaza, Yalaf afirmou que os hospitais da localidade recebem casos de "pacientes com profundas queimaduras e a pele colorida de branco", o que poderia ter sido provocado por este gás.

Um porta-voz militar disse à Efe que "as Forças Armadas de Israel usam apenas armas que estão de acordo com a legislação internacional e não usam nenhuma arma que não seja também usada por outros exércitos ocidentais".

Perguntado especificamente pelo uso das bombas de fósforo branco em Gaza durante a atual ofensiva, o porta-voz não quis confirmar ou negar que estas armas estejam sendo usadas em Gaza.

O uso desta arma para criar nuvens de fumaça fora de áreas de civis é permitido pela legislação internacional, apesar de haver um debate sobre seu uso em áreas habitadas, que muitos consideram proibido pela Convenção de Armas Químicas de 1997.

Esse texto proíbe o uso como arma de substâncias químicas tóxicas que possam causar morte ou incapacitação de pessoas e animais. EFE aca/fal

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