Hamas diz que Alemanha ajuda a negociar troca de prisioneiros

GAZA - O envolvimento da Alemanha na mediação da troca de prisioneiros fez as negociações entre israelenses e palestinos progredirem, mas um acordo não é iminente, disse o Hamas nesta terça-feira. O grupo palestino, que controla a Faixa de Gaza, quer trocar um soldado israelense por centenas de palestinos presos. Israel tem se recusado a libertar alguns dos prisioneiros, mas ultimamente a mídia local relatou progressos.

Reuters |

O Hamas não reconhece Israel, por isso as conversas têm sido conduzidas pelo Egito, cujo presidente, Hosni Mubarak, declarou na semana passada a um entrevistador da TV norte-americana que seu país está trabalhando "em colaboração e cooperação com os alemães".

A princípio o Hamas se recusou a comentar, mas nesta terça-feira uma importante autoridade do grupo, Ayman Taha, disse à Reuters: "Não há nada de novo, exceto a intervenção alemã, que fez as coisas andarem. Mas ainda não se chegou a um acordo".

Israel não comentou seus esforços para resgatar Gilad Shalit, raptado por atiradores do Hamas na fronteira de Gaza em junho de 2006 e mantido incomunicável desde então.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, deve se encontrar com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim, na quinta-feira.

Preocupada em se redimir pelo Holocausto, a Alemanha tem sido uma aliada inabalável do Estado judeu e em 2004 e 2008 ajudou a negociar a delicada troca de prisioneiros entre israelenses e libaneses.

Uma fonte próxima da mediação disse que Israel retirou suas objeções sobre alguns dos detentos na lista do Hamas.

O Hamas se mostrou flexível à demanda israelense de que alguns dos prisioneiros libertados sejam deportados e não devolvidos a seus lares na Cisjordânia, onde o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas mantém o controle.

Israel tem cerca de 11 mil palestinos em suas cadeias sob acusações que vão de pequenas infrações a elos com militantes e orquestração de bombardeios suicidas e outros ataques a judeus. Muitos palestinos os veem como heróis.

O envolvimento de uma grande nação europeia pode melhorar a imagem do Hamas no exterior. O grupo islâmico é rejeitado pelo Ocidente por sua posição radical em relação a Israel e Abbas, que busca um acordo de paz no Oriente Médio.


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