Hamas demonstra autoconfiança em meio a incertezas

Por Adam Entous e Nidal al-Mughrabi GAZA (Reuters) - De um escritório improvisado próximo às ruínas de uma área de segurança em Gaza, o general Hussein Abu Azra usa o rádio para se comunicar com seus homens que patrulham a fronteira com Israel.

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Uma semana depois de um instável cessar-fogo colocar fim na ofensiva de Israel, o Hamas quer mostrar ter retomado o controle e estar tomando conta da situação, projetando autoconfiança após declarar vitória. Mas essa confiança está misturada a incerteza.

"Eles ainda estão trabalhando", disse Abu Azra sobre sua Força de Segurança Nacional. Mas ele também afirmou que seus homens não estavam usando uniformes na fronteira -- aparentemente por temerem um ataque das tropas israelenses.

Chefiado pelo primeiro-ministro Ismail Haniyek, que está escondido desde que os 22 dias de bombardeios começaram em 27 de dezembro, o governo do Hamas começou a dar dinheiro a cidadãos de Gaza que perderam suas casas e famílias no conflito, mas o montante é menor do que o inicialmente prometido.

Apesar do sentimento de solidariedade entre os moradores de Gaza diante da adversidade, a devastação fez grande parte da população questionar as táticas dos líderes islâmicos nos últimos anos de desafiar seus vizinhos israelenses com mísseis ineficazes. Israel afirma que os ataques motivaram sua ofensiva.

Os conflitos deixaram 1.300 palestinos mortos, incluindo 100 civis, destruiu casas e túneis na fronteira com o Egito, que além do trânsito de armas também eram usados para entrada de outros bens.

"O Hamas foi muito enfraquecido, mas eles ainda não sabem disso", disse um assessor do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, ressaltando que Israel não apenas controla o trânsito comercial para Gaza, mas também sua reconstrução.

O ministro das Telecomunicações do Hamas, Yousef al -Mansi, reconheceu que a reconstrução de Gaza depende da permissão de Israel para a entrada de ferro e cimento.

"A batalha atual é em relação ao trânsito: abrir as passagens ou mantê-las fechadas", ele disse em seu gabinete no ministério, um dos quatro poupados pela campanha aérea de Israel.

O Hamas agora espera que a pressão internacional após a guerra force Israel a retirar seu bloqueio.

(Reportagem adicional de Douglas Hamilton)

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