Hamas dá boas-vindas a Obama e o convida a visitar Gaza

Gaza, 3 jun (EFE).- O Movimento de Resistência Islâmica Hamas, que controla a Faixa de Gaza, deu as boas-vindas à região ao presidente americano, Barack Obama, e o convidou a visitar o território palestino.

EFE |

O Ministério de Assuntos Exteriores do Governo do Hamas em Gaza enviou uma carta aberta a Obama, que pronunciará hoje no Cairo um esperado discurso no qual mostrará as linhas de sua política de aproximação ao mundo árabe e muçulmano.

Ahmed Yousef, diretor-geral desse Ministério do Hamas, enviou a carta a um grupo de seis intelectuais, acadêmicos e personalidades dos EUA que visitou a Faixa de Gaza e parte hoje em direção à capital egípcia.

A carta, publicada pela agência palestina independente "Ma'an", pede que Obama ajude a acabar com o bloqueio de três anos à faixa e com a atividade nos assentamentos judaicos, e apela ao presidente americano que inicie um diálogo direto com o Hamas.

Estes três pontos, aponta Yousef, "serão uma oportunidade de demonstrar a boa disposição da Administração americana".

"A resolução da causa palestina será a introdução a qualquer relação positiva e séria entre a América e o mundo árabe e muçulmano", afirma o dirigente do Hamas.

O movimento islamita Hamas figura na lista de organizações terroristas para os Estados Unidos.

"Damos as boas-vindas a sua visita ao mundo árabe e à iniciativa de sua Administração, que tem como objetivo estreitar os laços com o mundo islâmico. Um dos pontos de maior tensão entre EUA e esta parte do mundo é o fracasso para encontrar uma solução ao conflito israelense-palestino", diz a carta.

"É triste que (Obama) não visite Gaza e escute nosso ponto de vista como parte de sua visita ao Oriente Médio", acrescenta.

O presidente americano também não visitará Israel em seu primeiro giro pelo Oriente Médio desde que assumiu o poder.

O Hamas afirmou ainda "estar preparado para se comunicar com todas as partes", e disse que o povo palestino deseja ver "uma mudança real que não consista unicamente no fim do bloqueio de Gaza ou dos assentamentos, mas na adoção de uma política equilibrada e justa, e o respeito à lei e convenções internacionais". EFE sar/mh

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