Hamas critica postura egípcia nas negociações para fim da crise em Gaza

Cairo, 12 jan (EFE).- O grupo islâmico palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, criticou hoje a postura das autoridades egípcias nas negociações com membros de seu grupo para colocar fim às hostilidades neste território.

EFE |

Em declarações à rede de televisão catariana "Al Jazira", o representante do Hamas no Líbano, Osama Hamedan, afirmou que a reação egípcia a suas propostas não foi a que esperavam.

"A resposta egípcia não foi como queríamos. Há assuntos que não podemos aceitar e outros que devem ser modificados", disse Hamedan, sem dar mais detalhes.

O plano egípcio para Gaza inclui uma trégua por um período limitado e a abertura dos postos fronteiriços para que a população possa receber assistência humanitária.

Além disso, estabelece negociações para suspender o bloqueio a Gaza existente há um ano e meio, garantias para evitar uma deterioração do conflito e passos para conseguir a reconciliação palestina.

Na entrevista à "Al Jazira", Hamedan reiterou as condições de seu grupo para aceitar o plano egípcio: o fim da agressão e a "imediata retirada" israelense, a suspensão do bloqueio sobre Gaza e a abertura das passagens fronteiriças.

Hamedan disse que uma delegação do Hamas chegará esta noite ao Cairo, procedente de Damasco, para se reunir com o chefe dos serviços secretos egípcios, Omar Suleiman.

"Informaremos esta noite ou amanhã ao general Suleiman de nossa postura final sobre a iniciativa" egípcia, disse Hamedan, acrescentando que alguns pontos da proposta não se ajustam aos interesses palestinos, como a mobilização de tropas internacionais em Gaza.

Além disso, Hamedan negou as informações de que uma divisão entre a cúpula do Hamas no exílio e os dirigentes nos territórios palestinos, e as qualificou de "guerra psicológica".

"Isso faz parte da guerra psicológica desenvolvida por Israel contra nós, após o fracasso de sua agressão", afirmou o responsável do Hamas, para quem o retorno hoje de uma delegação do movimento palestino ao Cairo para mais conversas é uma "prova clara" de que não existe nenhuma divisão. EFE nq/an

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