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Hamas critica Obama por reconhecer Israel como Estado judeu

Gaza, 23 set (EFE).- O movimento islamita palestino Hamas criticou hoje o discurso do presidente americano, Barack Obama, na Assembleia Geral das Nações Unidas por considerá-lo como uma aceitação das exigências de Israel.

EFE |

"Quando Obama diz que Israel é um Estado judeu, o que significa é que os Estados Unidos estão satisfazendo as exigências de Israel", disse Taher A-Nunu, porta-voz do Governo do Hamas na Faixa de Gaza.

"As exigências israelenses apagam o direito de retorno dos palestinos refugiados, principalmente daqueles que vivem na diáspora, e destroem completamente um direito legítimo", acrescentou o porta-voz.

A crítica do Hamas faz alusão à solução proposta hoje por Obama para o conflito do Oriente Médio em seu discurso na ONU, onde falou de "um Estado judeu com segurança para todos os israelenses" e outro, "palestino, independente, com uma continuidade territorial que ponha fim à ocupação que começou em 1967".

A-Nunu acusou Obama de "parcialidade em defesa da ocupação israelense" e assegurou que seu discurso "não oferece aos palestinos nenhuma esperança de ver seus direitos legítimos serem restituídos".

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), por sua vez, considerou o discurso como uma "regressão das posturas que o presidente americano tinha expressado até agora".

"Dizer que está comprometido com uma paz justa e global entre Israel e Palestina não é suficiente. (Obama) Tem que se comprometer com o cumprimento das resoluções internacionais", opinou o número dois da FPLP, Abdel Rahim Maluh, em comunicado.

O texto incentiva Obama a "mostrar maior seriedade no momento de pressionar Israel para que reconheça os direitos legítimos dos palestinos, em vez de pressionar os palestinos que ainda estão sob ocupação". EFE sar-elb/bba

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