O movimento radical islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, fez um forte ataque nesta sexta-feira ao presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmud Abbas, ameaçando não participar do diálogo de reconciliação entre movimentos palestinos rivais.

Durante um inflamado discurso em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza, um deputado do Hamas, Mushir Al Masri, criticou Abbas, que também é líder do partido Fatah, usando termos bastante violentos.

"Não participaremos de um diálogo entre palestinos enquanto continuar na Cisjordânia esse massacre contra o Hamas", declarou Al Masri, referindo-se ao encontro previsto para o dia 10 de novembro no Cairo.

"Quem trai o povo palestino nnão poderá se manter e sua vida não será longa", acrescentou.

O deputado do Hamas anunciou ainda que seu movimento decidirá "nos próximos dias" sobre sua participação nas negociações, que devem começar na próxima segunda-feira na capital egípcia, numa tentativa de reconciliar as facções rivais palestinas, principalmente o Hamas e a Fatah.

As negociações, baseadas em um plano de reconciliação elaborado pelo Egito - que além de sediar, mediará o encontro - têm o objetivo de pôr fim às divisões surgidas após a violenta tomada de poder pelo Hamas em Gaza, em junho de 2007, expulsando e matando vários membros da Fatah.

Al Masri acusou Abbas de prejudicar o Hamas na Cisjordânia, "para agradar" Israel e os Estados Unidos.

Por fim, disse que a Cisjordânia não apenas está sob ocupação israelense, mas também "da Fatah e de Abbas".

"Se vocês persistirem em sua injustiça e sua repressão, o Hamas e o povo da Cisjordânia os esmagarão com os pés", afirmou, referindo-se à Fatah e aos serviços de segurança da AP.

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