Hamas critica Exército de Israel por negar crimes em Gaza

Gaza, 23 abr (EFE).- O movimento islâmico Hamas qualificou hoje de tentativa de enganar a opinião pública internacional o relatório militar em que o Exército israelense se exime de culpa em possíveis violações do direito internacional durante a recente ofensiva na Faixa de Gaza.

EFE |

Para Ismail Radwan, porta-voz do Hamas, a conclusão das pesquisas, que dizem que os militares israelenses atuaram com respeito ao direito internacional no conflito, faz parte de uma "nova política nazista que Israel adota para justificar as ações de seu arsenal militar".

"Por meio desses resultados, o Exército israelense trata de forma falsa de aparecer como inocente e respeitoso ao direito internacional", completou.

A investigação interna, cujos resultados foram divulgados ontem, conclui que o Exército israelense não cometeu crimes de guerra em sua ofensiva militar em Gaza de dezembro e janeiro passados, na qual morreram cerca de 1.400 palestinos, em sua maioria civis.

Segundo as pesquisas, dirigidas por cinco coronéis que não estiveram envolvidos nos combates, os soldados israelenses não mataram de forma deliberada civis palestinos, porém cometeram alguns "erros", como o que provocou a morte de 21 pessoas da mesma família.

Ao longo do conflito, e sobretudo após seu fim, várias organizações internacionais denunciaram que o Exército israelense cometeu crimes de guerra e pediram a abertura de processos judiciais contra seus dirigentes políticos e militares.

Entre as denúncias abertas está o uso de munição com fósforo branco em áreas povoadas, ação proibida por tratados internacionais.

EFE Sa/rr

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