Hamas convoca protesto e Israel reforça segurança

Israel está reforçando a segurança nesta sexta-feira em antecipação a manifestações convocadas pelo grupo militante palestino Hamas contra bombardeios israelenses na Faixa de Gaza. Líderes do Hamas pediram aos palestinos que realizem um dia do ódio, depois de sete dias de ataques.

BBC Brasil |

Em resposta a polícia israelense foi posicionada em toda a Jerusalém Oriental e foram impostas restrições ao movimento de palestinos na Cisjordânia.

Israel afirma que concluiu os preparativos para uma possível ofensiva por terra e concentrou um grande número de tanques e soldados na fronteira com a Faixa de Gaza.

Várias famílias palestinas deixaram a área fronteiriça temendo um avanço e, nesta sexta-feira, o Exército israelense começou a permitir a saída de estrangeiros que vivem na Faixa de Gaza.

Israel está impedindo que jornalistas estrangeiros entrem em Gaza e declarou a área em volta do território uma "zona militar fechada".

Ataques
Na manhã desta sexta-feira, Israel atacou mais alvos em Gaza, inclusive uma mesquita, um dia depois que Nizar Rayyan, um dos principais líderes do movimento palestino Hamas, foi morto em um bombardeio.

Militantes palestinos voltaram a lançar foguetes contra Israel, de acordo com as autoridades israelenses. Ambos os lados ignoraram apelos internacionais por um cessar-fogo.

A principal agência das Nações Unidas que opera na Faixa de Gaza, Unwra, reiniciou na quarta-feira a distribuição de alimentos na região, mas advertiu que a situação humanitária no território é preocupante.

A ministra do Exterior de Israel, Tzipi Livni, disse na quinta-feira que não há necessidade de um cessar-fogo por razões humanitárias pois mais caminhões carregados de suprimentos estão entrando em Gaza.

Em declarações em Paris, após reunião com o presidente francês Nicolas Sarkozy, Livni disse que o Hamas usou a trégua anterior de seis meses, que terminou em meados de dezembro, para se rearmar.

O Hamas disse que Israel precisa suspender o bombardeio e seu bloqueio à Faixa de Gaza antes que o movimento estude a possibilidade de um cessar-fogo.

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