Hamas conversa com egípcios sobre trégua em Gaza

Uma delegação do Hamas se encontrou nesta terça-feira no Cairo com dirigentes egípcios para estudar as modalidades de uma trégua formal em Gaza.

AFP |

O Egito é o mediador das negociações entre Israel e o movimento radical palestino que controla a Faixa de Gaza, onde o cessar-fogo que entrou em vigor no dia 18 de janeiro está cada vez mais ameaçado.

Representantes do Hamas procedentes de Gaza ou da Síria conversaram no Cairo com o chefe dos serviços egípcios de inteligência, Omar Suleiman, o homem-chave das negociações indiretas entre Israel e o Hamas, informou um dirigente da facção palestina.

A reunião aconteceu depois da explosão de um foguete palestino em Ashkelon, no sul de Israel. O Estado hebreu prometeu represálias na Faixa de Gaza, já devastada pela ofensiva israelense que deixou mais de 1.300 mortos palestinos entre os dias 27 de dezembro e 18 de janeiro.

Em seguida, Israel prometeu que responderá na Faixa de Gaza à queda desse míssil.

"Qualquer provocação, inclusive a menor que seja, provocará uma resposta das mais severas até que os disparos cessem totalmente", declarou o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

De acordo com Mohammad Nazzal, um líder do Hamas radicado em Damasco, a delegação disse ao general Suleiman que o movimento não aceitará uma trégua ilimitada com Israel, e exigiu novamente a abertura de todos os pontos de passagem da Faixa de Gaza.

A delegação ressaltou que o Hamas aceitará "uma trégua de duração limitada, e não ilimitada", declarou Nazzal à rede de TV Al-Jazeera, frisando que o movimento também não garantirá o fim do contrabando de armas em Gaza.

Ele reiterou que o objetivo do Hamas é conseguir uma trégua de um ano.

Segundo a agência oficial egípcia Mena, a delegação do Hamas, liderada por Emad al-Amani, membro da ala política do movimento exilada em Damasco, deve dar em breve sua resposta às propostas egípcias de instaurar uma trégua a partir do dia 5 de fevereiro (quinta-feira) e de organizar o reunião de reconciliação palestina no dia 22.

O Estado hebreu exige o fim dos disparos de foguetes e do contrabando de armas para a Faixa de Gaza, submetida a um bloqueio israelense desde a tomada de controle do território pelo Hamas, em junho de 2007. Israel também impôs como condição para a reabertura dos pontos de passagem a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado por combatentes palestinos em 2006.

Segundo um acordo de 2005, a abertura do terminal de Rafah, na fronteira do Egito, exige a presença de representantes da Autoridade Palestina do presidente Mahmud Abbas, cujas forças foram expulsas de Gaza em junho de 2007.

Abbas criticou o Hamas domingo, e exigiu que o movimento reconheça a Organização de Libertação da Palestina (OLP) antes de qualquer reunião de reconciliação.

A OLP, dirigida por Abbas, reúne os principais movimentos nacionalistas palestinos. O Hamas não é membro desta organização.

bur/yw

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG