Gaza, 13 jun (EFE).- O Hamas confirmou hoje que a potente explosão que foi registrada ontem na Faixa de Gaza e que deixou oito mortos foi produto de um acidente que aconteceu enquanto seus milicianos manipulavam uma bomba.

Em uma nota, o movimento islâmico reconhece que seus homens estavam preparando uma "operação especial de martírio" contra Israel e que a bomba explodiu de forma acidental.

A explosão provocou o desabamento de um edifício na localidade de Bet Lahie, o que matou seis milicianos e dois civis, entre eles um bebê, além de ferir dezenas de pessoas.

O braço armado do Hamas, as Brigadas de Ezzedin al-Qassam, afirmam que, apesar do mortal acidente, "seguirão o caminho dos combatentes que morreram" ontem.

Imediatamente após a explosão, o movimento islâmico acusou a força Aérea israelense de ter atacado o edifício, no qual morava um dos líderes locais de seu braço armado, Ahmed Hamuda.

O bebê que morreu é a filha de Hamuda.

A represália da milícia não demorou muito, e pouco depois seus homens dispararam dezenas de foguetes e bombas contra localidades israelenses ao sul e leste da Faixa de Gaza.

A ofensiva palestina colocou em xeque a possibilidade de alcançar uma trégua em Gaza, segundo uma oferta que a milícias fizeram a Israel através do Egito e que é negociada estes dias.

Na última quarta, o Governo do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, aceitou um período de testes de 14 dias até estabelecer os detalhes do cessar-fogo, e hoje, fontes de seu escritório reiteraram que "apesar da série" de foguetes de ontem, que feriu uma mulher, Israel continuará trabalhando por um acordo. EFE sa'ar/fal

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