Hamas confirma acordo com Israel de cessar-fogo na Faixa de Gaza

Gaza, 17 jun (EFE).- O dirigente do grupo islâmico Hamas, Mahmoud Zahar, confirmou hoje que seu movimento aceitou um acordo de cessar-fogo com Israel destinado a acabar com as sanções impostas à Faixa de Gaza, em um processo que teve mediação egípcia.

EFE |

"Como parte do povo palestino e em nome das facções acordamos um cessar-fogo bilateral entre Israel e os palestinos", disse em entrevista coletiva em sua casa na Cidade de Gaza, Zahar, co-fundador do Hamas em 1987.

O dirigente do Hamas, que controla a Faixa há um ano, confirmou assim o que publicou a agência egípcia "Mena", que citando uma "alta fonte", disse que Israel e o grupo palestino tinham chegado a um acordo.

Zahar afirmou que a cessação das hostilidades entrará em vigor na próxima quinta-feira às 6h (meia-noite, horário de Brasília), e que terá uma extensão de "seis meses".

O líder do Hamas também disse que algumas "horas depois de iniciado o cessar-fogo, Israel começará a levantar gradualmente as sanções e reabrirá todas as "fronteiras da Faixa de Gaza.

Segundo ele, todas as passagens serão reabertas com exceção do terminal fronteiriço de Rafah, no sul da Faixa e limítrofe com o território egípcio.

Sobre a situação nessa fronteira, que há até um ano era controlada por forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Zahar ressaltou que Cairo fará mediação para que se chegue a um acordo que permita sua reabertura.

"Poucos dias depois de iniciada a aplicação do cessar-fogo em Gaza, o Egito convidará o Hamas, a Presidência (palestina) e a União Européia para negociar um acordo sobre a abertura de Rafah", disse.

O dirigente do Hamas acrescentou que o Egito fará com que seja aplicado um acordo de trégua similar na Cisjordânia no prazo de seis meses.

"Estamos comprometidos perante nosso povo e as famílias dos prisioneiros a intensificar o processo para a troca de presos pelo soldado israelense seqüestrado", comentou em referência ao militar israelense Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 por milícias palestinas de Gaza.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, também fez referência às notícias sobre o cessar-fogo.

"Estamos atualmente estudando a possibilidade de alcançar uma trégua em um futuro próximo, mas é muito breve para anunciá-lo", disse Barak.

Segundo a imprensa israelense, Barak disse que "o Exército israelense está preparado para qualquer opção, mas é importante aumentar ao máximo as possibilidades de chegar a uma trégua a fim de promover a calma e negociar a libertação de Gilad Shalit". EFE Saar/rr

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