Hamas condena libertação por Israel de 198 presos próximos ao Fatah

Gaza, 25 ago (EFE).- O movimento islâmico Hamas condenou hoje a libertação por Israel de 198 prisioneiros palestinos, na maioria membros ou simpatizantes do nacionalista Fatah, ao considerar que aumenta a divisão entre as facções palestinas.

EFE |

A libertação de presos próximos ao Fatah, movimento dirigido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, "consagra o status de divisão entre os palestinos", disse aos jornalistas Ismail Radwan, líder do Hamas na Faixa de Gaza.

Segundo Radwan, esta medida é uma discriminação em relação aos presos de outras facções, que "é exatamente o que Abbas procura".

Nenhum dos 198 prisioneiros colocados em liberdade hoje por Israel é do Hamas, e nenhum deles é originário da Faixa de Gaza.

Também não foram deixados em liberdade membros da Jihad Islâmica ou de outras facções palestinas em conflito com o Fatah.

Radwan lembrou que o Hamas está negociando com Israel através de mediadores egípcios a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, por quem pede a libertação de mil de palestinos, e disse que, "quando nós negociamos uma troca de prisioneiros, buscamos a libertação de presos de todo tipo, sem discriminação".

Na Cisjordânia, o ministro de Assuntos dos Prisioneiros da ANP, Ashraf el-Akhrami, se desvinculou da seleção dos presos.

"A libertação hoje de 198 presos das prisões israelenses é uma ação unilateral israelense e os palestinos não podem decidir quais presos devem ser libertados", disse.

Israel manifestou que esta medida é um "gesto de boa vontade" em relação a Abbas e destacou, em comunicado, que todos os libertados são "membros de facções que apóiam a liderança" do presidente palestino. EFE sar/an

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