Hamas celebra 21º aniversário com discurso de Haniyeh

Gaza, 14 dez (EFE).- O movimento islâmico Hamas começou a celebrar hoje seu 21º aniversário com uma grande marcha no território que controla, a Faixa de Gaza, e um discurso de Ismail Haniyeh que deve determinar o futuro da trégua com Israel.

EFE |

O evento começou pouco depois das 9h de Brasília, com a presença dos principais dirigentes do Hamas, grupo criado em 1987 pelo xeque Yassin, que foi assassinado há quatro anos pelo Exército israelense com um míssil.

Este é o segundo aniversário do Hamas desde que, em junho de 2007, assumiu o controle da Faixa de Gaza e expulsou as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas.

Na Cidade de Gaza, o Hamas organizou ônibus em cada mesquita e colocou agentes da segurança em cada esquina, enquanto caravanas com megafones e outros veículos com a bandeira verde do movimento convocam a participação no evento.

O ato central ocorre na "Katiba verde", como os dirigentes do Hamas batizaram uma praça perto cerca da Universidade Al-Azhar - próxima ao Fatah - e do principal complexo de segurança que antes era controlado pela ANP.

Na "Katiba verde", o primeiro-ministro de fato em Gaza, Ismail Haniyeh, fará um discurso que será acompanhado por "centenas de milhares" de pessoas, segundo o Hamas.

O discurso definirá publicamente a postura do Hamas a respeito da trégua de seis meses com Israel, que termina na próxima sexta-feira, informa a agência palestina "Ma'an".

Tanto Israel quanto as milícias palestinas violam diariamente a interrupção das hostilidades desde que, há cinco semanas, o Exército israelense matou seis milicianos ao entrar em Gaza com a alegação de destruir um túnel subterrâneo escavado para capturar soldados israelenses.

Israel acredita que as milícias palestinas aumentarão na próxima semana seus ataques com foguetes às localidade israelenses vizinhas à Faixa de Gaza, por ocasião da proximidade do fim do cessar-fogo, segundo altos comandantes militares citados hoje pelo jornal "Ha'aretz". EFE sar-ap/an

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