Análise: Acordo Hamas-Israel pode ser calmaria antes de confronto" / Análise: Acordo Hamas-Israel pode ser calmaria antes de confronto" /

Hamas anuncia que a trégua com Israel durará seis meses

O movimento islamita palestino Hamas anunciou, nesta terça-feira, à imprensa a entrada em vigor na quinta-feira da trégua com Israel e afirmou que a mesma durará seis meses. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/06/17/analise_acordo_hamas_israel_pode_ser_calmaria_antes_de_confronto_1368940.htmlAnálise: Acordo Hamas-Israel pode ser calmaria antes de confronto

Redação com agências internacionais |

"A duração da trégua que entrará em vigor na quinta-feira, à 0h (horário de Brasília), será de seis meses, segundo o acordo alcançado com a mediação do Egito, declarou Jalil al Hayya, dirigente do Hamas em coletiva de imprensa.

"Como parte do povo palestino e em nome das facções acordamos um cessar-fogo bilateral entre Israel e os palestinos", disse em entrevista coletiva em sua casa na Cidade de Gaza, Zahar, co-fundador do Hamas em 1987.

O dirigente do Hamas, que controla a Faixa há um ano, confirmou assim o que publicou a agência egípcia "Mena", que citando uma "alta fonte", disse que Israel e o grupo palestino tinham chegado a um acordo.

O líder do Hamas também disse que algumas "horas depois de iniciado o cessar-fogo, Israel começará a levantar gradualmente as sanções e reabrirá todas as "fronteiras da Faixa de Gaza.

Segundo ele, todas as passagens serão reabertas com exceção do terminal fronteiriço de Rafah, no sul da Faixa e limítrofe com o território egípcio.

Sobre a situação nessa fronteira, que há até um ano era controlada por forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Zahar ressaltou que Cairo fará mediação para que se chegue a um acordo que permita sua reabertura.

"Poucos dias depois de iniciada a aplicação do cessar-fogo em Gaza, o Egito convidará o Hamas, a Presidência (palestina) e a União Européia para negociar um acordo sobre a abertura de Rafah", disse.

O dirigente do Hamas acrescentou que o Egito fará com que seja aplicado um acordo de trégua similar na Cisjordânia no prazo de seis meses.

"Estamos comprometidos perante nosso povo e as famílias dos prisioneiros a intensificar o processo para a troca de presos pelo soldado israelense seqüestrado", comentou em referência ao militar israelense Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 por milícias palestinas de Gaza.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, também fez referência às notícias sobre o cessar-fogo.

"Estamos atualmente estudando a possibilidade de alcançar uma trégua em um futuro próximo, mas é muito breve para anunciá-lo", disse Barak.

Segundo a imprensa israelense, Barak disse que "o Exército israelense está preparado para qualquer opção, mas é importante aumentar ao máximo as possibilidades de chegar a uma trégua a fim de promover a calma e negociar a libertação de Gilad Shalit".

Ajuda egípcia

O representante do Hamas disse que acredita que todos os integrantes do grupo em Gaza cumprirão o acordo, que foi obtido com esforço do governo do Egito.

Israel e Hamas não mantêm contato direto. As negociações entre as duas partes acontecem por meio de representantes do Egito.

O Egito tenta negociar o fim da violência e a reabertura das fronteiras de Gaza entre Israel e o Hamas.

Em uma segunda fase, o Egito quer negociar entre as duas partes a libertação do soldado israelense capturado Gilad Shalit e a abertura do principal ponto de passagem de Rafah para o Egito.

O representante do Hamas Ahmed Yousef disse à BBC que espera que uma trégua entre as duas partes possa levar à reabertura de pontos de passagem de Israel a Gaza, além de aumentar a quantidade de suprimentos na região.

Ele disse que o objetivo do grupo agora é tentar negociar uma troca de prisioneiros, além de uma rodada de discussões em Cairo entre as facções rivais palestinas Fatah e Hamas.

'Operadores do terrorismo'

Nesta terça-feira, pelo menos seis palestinos foram mortos em ataques aéreos de Israel no sul de Gaza.

O grupo Jihad Islâmica disse que um míssil atingiu um carro que transportava cinco de seus integrantes perto de Khan Younis. Uma sexta pessoa teria morrido nas imediações.

Israel confirmou os ataques contra o que chamou de "veículos transportando operadores do terrorismo".


(*Com informações das agências EFE, AFP e da BBC Brasil)

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