Hamas agradece à Venezuela expulsão de embaixador israelense

Gaza, 7 jan (EFE).- O grupo islamita Hamas comemorou hoje a expulsão do embaixador israelense na Venezuela e apelou a outros Governos do mundo, entre eles árabes, que sigam o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

EFE |

Em comunicado publicado em seu site, o Hamas diz que a decisão de Chávez foi uma "medida corajosa" contra as "covardes agressões" de Israel -contra cujo território lançava foguetes desde antes do fim do cessar-fogo, em 19 de dezembro.

Em uma crítica ao Egito e Jordânia -únicos países árabes que mantém relações diplomáticas plenas com Israel-, o Hamas diz se surpreender por não terem tomado uma decisão semelhante retirado a seus diplomatas de Tel Aviv.

O Egito estabeleceu relações diplomáticas com Israel em 1979, enquanto a Jordânia o fez em 1994, ambos após acordos de paz.

A expulsão do embaixador israelense em Caracas, Shlomo Cohen, foi anunciada pelo ministro venezuelano de Relações Exteriores, Nicolás Maduro, durante um ato de "solidariedade ao povo palestino" realizado ontem por ocasião da ofensiva militar de Israel em Gaza, que já matou 660 pessoas.

Maduro especificou que o Governo venezuelano também decidiu "reduzir à menor expressão possível" a embaixada israelense em Caracas.

Pouco antes, em comunicado, seu Ministério havia divulgado um comunicado no qual explicava que a decisão "reafirmava a vocação de paz" da Venezuela e "sua exigência de respeito ao Direito Internacional" - sem mencionar, porém, a quebra do cessar-fogo pelo Hamas.

A Venezuela "presencia mais uma vez o horror da morte de crianças e mulheres inocentes, produto da invasão da Faixa de Gaza por tropas israelenses, e do bombardeio inclemente que, por céu e terra, descarrega sistematicamente o Estado de Israel sobre território palestino", indicou.

Após conhecer a decisão, Israel estuda a possibilidade de aplicar medidas recíprocas à Venezuela, na atualidade representada por um único diplomata, o encarregado de negócios, Roland Betancourt.

A expulsão desse funcionário obrigaria a fechar a embaixada venezuelana em Tel Aviv. EFE elb-amg/jp

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