Hamas acusa Israel por morte de importante comandante em Dubai

O grupo islâmico palestino Hamas acusou Israel nesta sexta-feira de assassinar um de seus mais importantes comandantes militares em um hotel de Dubai. A polícia de Dubai, porém, afirma que a morte foi causada por um grupo criminoso.

Reuters |


Mahmoud al-Mabhouh, que planejou o sequestro de soldados israelenses nos anos 1980 durante o levante palestino contra a ocupação, foi morto em 20 de janeiro, disse à Reuters uma autoridade do Hamas na capital síria, Damasco.

A polícia de Dubai disse que um "grupo criminoso seguia os movimentos da vítima antes de sua chegada aos Emirados Árabes Unidos". Um comunicado oficial disse que a maioria dos suspeitos tinha passaporte europeu e deixou o país após o assassinato.

Os Emirados Árabes Unidos não assinaram um acordo de paz com Israel, mas recebem diplomatas israelenses e mantêm comércio com empresas do Estado judaico. O governo israelense não comentou o episódio.

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, fez um discurso fervoroso a milhares de simpatizantes no funeral de Mabhouh nesta sexta-feira no campo de refugiados palestinos de Yarmouk, em Damasco. Meshaal descreveu Mabhouh como um "ótimo homem" que lutou com israelenses por 30 anos.

"Eu digo a vocês, sionistas, não se alegrem. Vocês o mataram, mas os filhos dele vão lutar contra vocês", disse. "Deus já tomou o líder de vocês e seus entes queridos, mas a resistência continua. A Palestina é uma terra abençoada. Não seguirá paciente".

A morte de Mabhouh aumenta a lista do que o Hamas chama de "mártires", e constitui outro revés para o grupo em sua luta contra o Estado judeu.

Israel já matou dezenas de líderes e figuras militares do Hamas, fundado há duas décadas como um movimento de resistência religioso contra a ocupação israelense de territórios palestinos.

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