Hamas acusa Israel de cavar túneis para seqüestrar líderes

Gaza, 10 abr (EFE).- O ministro do Interior do Governo do Hamas em Gaza, Said Siyam, acusou Israel de cavar túneis sob a Faixa para seqüestrar líderes do movimento islâmico.

EFE |

Em entrevista publicada hoje pelo jornal em árabe "Asharq al-Awsat", com sede em Londres, Siyam afirma que o Shin Bet (serviço de Segurança Interna israelense) comprou apartamentos em Gaza por meio de agentes imobiliários usados para esse fim.

As forças de segurança leais ao Hamas detiveram recentemente dois palestinos suspeitos de cooperar com o Shin Bet nesses planos de seqüestro, acrescentou.

Os dois homens, pai e filho, foram detidos após comprar um apartamento na Cidade de Gaza perto da casa de um dirigente do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedin al-Qassam.

Geralmente, é Israel quem acusa os milicianos palestinos de cavarem túneis subterrâneos na fronteira com o Egito - para levar armas para a Faixa - ou na sua, para seqüestros ou capturas, como a do soldado israelense Gilad Shalit, em junho de 2006.

Por outro lado, Siyam acredita que os países europeus melhoraram suas relações com o Hamas.

Questionado sobre seus laços com o Irã, o ministro questionou a "sensibilidade" em torno das relações do país com a República Islâmica, que é um país muçulmano, "e não a respeito da aliança de outros elementos com Israel e Estados Unidos", em uma aparente referência ao Fatah.

Sobre os últimos atritos entre o Hamas e o Egito - que anteontem advertiu que não permitiria uma nova violação de sua fronteira com Gaza -, Siyam lamentou que Cairo trate o grupo "como uma facção dos Irmãos Muçulmanos, e não como um movimento de libertação palestino".

EFE sar/wr/gs

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