Hamas acusa Fatah de matar membro do grupo preso em Hebron

Gaza, 15 jun (EFE).- O movimento islâmico Hamas acusou hoje o rival nacionalista Fatah de torturar e matar um dos membros da milícia preso na cidade de Hebron, Cisjordânia, um dia depois que os grupos decidiram colocar fim à violência e às detenções políticas.

EFE |

As forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP), dirigida pelo presidente Mahmoud Abbas e que governa a Cisjordânia, relataram hoje a morte de Haitham Amr, de 33 anos, na prisão de Hebron. Ele tinha sido detido na última sexta-feira.

Amre, que morava da localidade de Dura -perto de Hebron- era membro do conselho administrativo de uma organização humanitária do Hamas, onde trabalhava como enfermeiro, informou a agência de notícias palestina "Ma'an".

Segundo a versão oficial fornecida pela segurança palestina, o detido tentou escapar da prisão pulando pela janela do segundo andar, e, após o incidente, foi levado a um hospital, onde não resistiu aos ferimentos.

Pouco após a notícia ser divulgada, o Governo do Hamas -que controla a Faixa de Gaza- divulgou um breve comunicado no qual assegura que "o detido morreu como resultado de brutal tortura enquanto estava sob a custódia da inteligência palestina".

O movimento islâmico também acusou o Fatah de ter detido 14 simpatizantes da milícia na Cisjordânia somente nas últimas 24 horas, apesar de as duas partes terem aceitado neste domingo colocar fim às detenções políticas. EFE sar/db

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