Hamas aceita plano egípcio de paz, mas com ressalvas

DAMASCO - O porta-voz do Hamas na Síria, Ali Barakeh, confirmou que sua organização aceita o plano egípcio para colocar fim às hostilidades na Faixa de Gaza se a Turquia for o fiador e, em vez de tropas internacionais, haja observadores para supervisionar o cumprimento do acordo.

Redação com agências internacionais |

Segundo Barakeh, os outros pontos do acordo do cessar-fogo seriam uma trégua humanitária de três dias, a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza em 48 horas, uma nova trégua de um ano de duração e a mobilização de observadores internacionais para o cumprimento do acordo.

Enquanto isso, em Israel, o governo começa a dar os primeiros sinais de divergências internas e não há sinal de que o país aceitará o cessar-fogo proposto pelo Egito.

Segundo um correspondente da BBC no país, o ministro da Defesa, Ehud Barak, quer diminuir a ofensiva em Gaza, enquanto o primeiro-ministro, Ehud Olmert, defende uma escalada dos ataques.

"Não temos tempo a perder"

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que chegou ao Egito nesta quarta-feira, voltou a pedir o cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e prometeu redobrar seus esforços para assegurar o fim da ofensiva.

"Reitero meu pedido de um cessar-fogo imediato e duradouro", declarou o secretário-geral da ONU. 

"Peço às duas partes que cessem os combates já, pois não há tempo a perder", afirmou Ban Ki-moon aos jornalistas, depois de um encontro com o presidente egípcio Hosni Mubarak no início de uma viagem pelo Oriente Médio.

Nesta quarta-feira, Ban se reuniu com o presidente do Egito, Hosni Mubarak, no Cairo, na primeira parada de uma visita que incluirá ainda Jordânia, Israel, Turquia, Líbano, Síria, Kuweit e Cisjordânia.

Segundo a ONU, Ban começou sua viagem "frustrado e preocupado" com as recusas do Governo de Israel e do movimento palestino Hamas de acatar a resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Balanço da ofensiva

O balanço da ofensiva israelense na Faixa de Gaza alcançou os mil mortos, anunciou nesta quarta-feira o chefe dos serviços de emergência do território palestino.


Mulher palestina chora durante funeral de um dos militantes do Hamas / AP

"O número de mártires alcançou 1.001 desde o início da ofensiva contra a Faixa de Gaza e o de feridos supera 4.580", declarou o doutor Muawiya Hassanein à AFP.

Em 27 de dezembro Israel empreendeu uma operação militar contra o movimento radical palestino Hamas na Faixa de Gaza para, segundo as autoridades, pôr fim ao disparo de foguetes contra seu território.

19º dia de conflitos

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