Haitianos protestam contra situação no país em passeata

Porto Príncipe, 8 abr (EFE) - A capital haitiana vive hoje uma situação tensa depois que milhares de pessoas fizeram uma passeata em direção ao Palácio Nacional, sede da Presidência, em protestos contra a escassez e encarecimento dos alimentos.

EFE |

Porto Príncipe se encontra em estado de paralisia hoje devido às manifestações registradas em vários bairros desta cidade, palco há cinco dias de protestos contra a inflação no país, informaram veículos de comunicação locais.

Estes atos deixaram cinco mortos, assim como dezenas de feridos e vários detidos.

Milhares de pessoas se dirigiram hoje em passeata ao Palácio Nacional, onde romperam uma das barreiras e arrancaram bandeiras decorativas da sede Presidencial, o que fez com que policiais interviessem, dando tiros para o alto para dispersar os manifestantes.

Um cinegrafista haitiano identificado como Leblanc Makenzy, que cobria os incidentes, foi baleado, mas as autoridades não souberam informar de onde partiu o disparo.

Alguns manifestantes quebraram os vidros de várias lojas, armazéns e veículos e ergueram barricadas em ruas de Porto Príncipe, acrescentaram veículos de comunicação locais, os quais advertiram de que os protestos poderiam se estender para outras cidades do país.

Em um percurso pela periferia de Porto Príncipe, a Agência Efe observou uma relativa calma, com poucas atividades comerciais e do transporte público.

O presidente da Câmara de Comércio do país, Jean Roberd Arguand, expressou sua preocupação com a situação e pediu que o chefe de Estado haitiano, René Préval, se pronuncie sobre o assunto.

"Entendemos que o povo tem fome, mas não é assim que vamos resolver os problemas", disse.

Roberd Arguand sugeriu como primeira medida a eliminação de alguns impostos aos produtos de primeira necessidade, já que, disse, vários dos encargos "vão direto ao Estado".

Os protestos contra o alto custo da vida no Haiti, o país mais pobre da América, também incluíram as cidades de Petit Goâve e Les Cayes, no sul, e Jeremie, no sudoeste. EFE gp/db

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