Haitianos disputam comida; assista

Haitianos estão tendo que lutar fisicamente por comida nas ruas de Porto Príncipe, em mais uma demonstração da gravidade da situação no Haiti após o terremoto que devastou a capital haitiana. Há longas filas para conseguir água e os desabrigados estão em campos improvisados ou dormindo nas ruas, com medo de tremores secundários.

BBC Brasil |

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A ajuda internacional continua chegando, mas vários aviões foram impedidos de pousar por causa da precariedade do aeroporto da capital.

Mas os esforços de resgate e ajuda estão sofrendo com dificuldades logísticas e com os danos à infraestrutura local.

Ajuda

Nos hospitais da cidade a situação ainda é de desespero. Muitos dos médicos haitianos foram mortos no terremoto ou estão procurando por suas próprias famílias.

"Nós normalmente temos 150 médicos, mas agora não temos nem vinte", diz Guy Laroche, diretor de um hospital de Porto Príncipe.

Segundo o repórter da BBC em Porto Príncipe, Andy Gallacher, as pessoas estão começando a ficar irritadas e frustradas e a situação pode ficar crítica a qualquer momento.

A Cruz Vermelha Internacional estima que entre 45 mil e 50 mil pessoas morreram em consequência do terremoto da terça-feira.

Segundo a organização, até 3 milhões de pessoas foram afetadas pelo tremor.

Na noite de quinta-feira, o presidente do Haiti, René Préval, disse que 7 mil corpos já foram enterrados em valas comuns.

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