desespero se transformava em frustração. Estamos aqui esperando há três dias e três noites mas nada tem sido feito por nós, nem uma palavra de incentivo do presidente, disse Pierre Jackson, cuidando de sua mãe e irmã que choravam deitadas com as pernas esmagadas. O que devemos fazer?" / desespero se transformava em frustração. Estamos aqui esperando há três dias e três noites mas nada tem sido feito por nós, nem uma palavra de incentivo do presidente, disse Pierre Jackson, cuidando de sua mãe e irmã que choravam deitadas com as pernas esmagadas. O que devemos fazer?" /

Haitianos desesperados aguardam assistência internacional

PORTO PRÍNCIPE - Centenas de pessoas feridas no Haiti após o forte terremoto que atingiu o país passaram uma terceira noite de sofrimento, deitadas nas calçadas e aguardando assistência humanitária enquanto o http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/15/demora+na+distribuicao+de+ajuda+pos+tremor+frustra+haitianos+9311069.html target=_topdesespero se transformava em frustração. Estamos aqui esperando há três dias e três noites mas nada tem sido feito por nós, nem uma palavra de incentivo do presidente, disse Pierre Jackson, cuidando de sua mãe e irmã que choravam deitadas com as pernas esmagadas. O que devemos fazer?

Reuters |


Haitianos fazem fila para pegar água potável na quinta-feira / AFP

Haitianos desesperados bloquearam as ruas com barricadas feitos com os corpos em uma parte de Porto Príncipe para exigir assistência mais rápida após o desastre de terça-feira, que deixou prédios desmoronados, dezenas de milhares de mortos e um incontável número de desabrigados.

Corpos estavam espalhados por toda a cidade, e pessoas cobriam o nariz com panos para evitar o odor da morte. Cadáveres eram carregados em caminhonetes e entregues ao hospital central de Porto Príncipe, onde o diretor do hospital, Guy LaRoche, estimava em 1.500 o número de corpos empilhados ao lado do necrotério.

Mais de 48 horas após o terremoto, massas de pessoas clamavam por água e alimentos, assim como ajuda para desenterrar parentes ainda desaparecidos sob os escombros.

Shaul Schwarz, um fotógrafo da revista Time, disse ter visto ao menos duas barricadas de cadáveres que bloqueavam as ruas da cidade, feitas com corpos das vítimas e pedras.

"Estão começando a bloquear as ruas com corpos. Está ficando feio lá fora. As pessoas estão cansadas de não receber assistência", disse ele.

Sobreviventes enfurecidos realizaram o protesto enquanto a assistência humanitária internacional, composta de 30 países, chegava a Porto Príncipe em dezenas de aviões que congestionaram o pequeno aeroporto da cidade.

Número de vítimas

A Cruz Vermelha do Haiti disse acreditar que entre 45 mil e 50 mil pessoas haviam morrido e mais 3 milhões -- um terço da população haitiana -- estavam feridos ou desabrigados pelo forte terremoto de magnitude 7,0 que atingiu a capital na terça-feira.

" Já enterramos 7 mil pessoas em covas coletivas ", disse o presidente haitiano, René Préval. A Cruz Vermelha haitiana afirmou que está sendo sacos para abrigar os cadáveres.

Os médicos do Haiti, país mais pobre das Américas, estão mal equipados para tratar os feridos. Equipes de ajuda afirmam que muito mais pessoas morrerão se os feridos, muitos com fraturas e grave perda sanguinea, não receberam tratamento nos próximos dois dias.

Veja também:

Leia mais sobre terremoto

    Leia tudo sobre: haiti

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG