Haitiana é resgatada com vida após passar 80 horas soterrada

PORTO PRÍNCIPE - Após passar 80 horas soterrada por escombros de um edifício, uma haitiana foi resgatada com vida e em bom estado de saúde por membros da Defesa Civil do Peru e da Nicarágua neste sábado.

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Haitiana ficou 80 horas presas nos escombros

Haitiana ficou 80 horas presas nos escombros

Os membros da força de resgate estavam presos no trânsito quando um homem pediu que eles revirassem sua casa, em um beco sem saída. Uma mulher disse que de um edifício próximo saíam vozes de pelo menos duas pessoas.

Primeiro, a brigada regatou uma senhora de 58 anos. Esta, que foi tirada do meio dos escombros de um prédio de cinco andares, deu o alerta: mais quatro mulheres estariam sob a massa de tijolos, concreto e ferro retorcido.

Foi aí que começou uma busca desesperada. Lidovia Pierresainte, de 33 anos, cozinheira de uma casa onde viviam três adolescentes, foi encontrada vida. Já as jovens para quem trabalhava não foram achadas. As equipes acreditam que elas estejam mortas, a julgar pelo silêncio e o forte cheiro que emanava dos cômodos que ocupavam.

Com o rosto branco de poeira e pó de gesso, Lidovia foi encontrada presa da cintura para baixo por uma porta de aço, que amorteceu a queda do teto sobre o seu corpo. Aparentemente bem, ela movimentava as mãos e se expressava com clareza enquanto era resgatada.

No socorro à mulher também trabalharam bombeiros colombianos e guardas espanhóis. Primeiro, o grupo de socorristas tentou levantar a porta de aço com macacos hidráulicos. Depois, decidiram cortar a estrutura. Nessa hora, Lidovia teve de suportar uma chuva de faíscas e os escombros tremendo.

Nove horas e meia depois, a haitiana foi tirada de baixo da porta e, com o máximo cuidado, colocada em uma maca. Jornalistas e socorristas aplaudiram o resgate. Eram 2h de sábado e as pessoas trabalhavam desde as 10h de sexta-feira.

Lidovia saiu consciente, disse que sentia bem e não tinha nenhum osso quebrado. Ela não sabia o destino de seus quatro filhos, não tinha consciência de que havia passado mais de três dias soterrada e nem de que toda a cidade de Porto Príncipe havia sido destruída.

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