Haiti retoma atividades escolares em áreas não afetadas pelo terremoto

Porto Príncipe, 1 fev (EFE).- As atividades escolares foram retomadas hoje nas áreas do Haiti que não foram destruídas pelo terremoto de 12 de janeiro passado, que devastou a capital do país caribenho e várias outras cidades.

EFE |

Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Educação Nacional e de Formação Profissional, 90% das escolas e 95% dos centros de ensino superior foram destruídos.

Escolas privadas, públicas e religiosas foram demolidas ou gravemente danificadas pelo terremoto. Não se sabe realmente quando poderão retomar suas atividades, apesar da vontade expressada pelo Governo para que a volta às aulas ocorra em março.

O Ministério da Educação Nacional anunciou que realiza uma avaliação para determinar o estado das infraestruturas que resistiram ao terremoto. O órgão também estuda a possibilidade de instalar albergues provisórios para as atividades acadêmicas.

O Conjunto das Escolas Privadas do Oeste (Colepo) expressou sua disposição em trabalhar com o Governo para encontrar "a melhor fórmula" para a reabertura das aulas e não perder o ano letivo.

"Em países que sofreram com a guerra, as escolas puderam funcionar", argumentou a organização, que ressaltou que a atividade escolar é a base do desenvolvimento e que não se pode manter fechadas as escolas.

O sociólogo Daniel Suplice, diretor do colégio San Sebastián, convidou o Executivo haitiano a tomar iniciativas excepcionais para ajudar na reabertura dos centros educativos.

"O Governo deve encontrar no dinheiro que dá a comunidade internacional fundos para emprestar a proprietários de escolas a baixas taxas de juros e períodos de pagamento atrasados para retomar" suas atividades, declarou a uma emissora local.

"É preciso refletir não só sobre o término deste ano letivo, mas também sobre o início do próximo ano acadêmico, em setembro", acrescentou.

Uma minoria de alunos foram levados à República Dominicana, Guadalupe, Canadá e Estados Unidos para terminar o curso escolar.

Também ao redor de 200 estudantes haitianos poderão ser amparados em universidades de Guadalupe, Martinica e Guiana, anunciaram as autoridades da França. EFE gp/sa

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