Haiti pede e EUA expulsam imprensa do aeroporto de Porto Príncipe

Washington, 21 jan (EFE).- A pedido do Governo do Haiti, os Estados Unidos pediram na última quarta-feira à imprensa que deixasse o aeroporto de Porto Príncipe, onde jornalistas do mundo todo estavam acampados, explicou hoje à Agência Efe um funcionário da Administração Barack Obama.

EFE |

Alguns jornalistas estrangeiros instalados no aeroporto se queixaram ontem que os soldados americanos comunicaram que não poderiam seguir no terminal de passageiros e nas pistas de aterrissagem, porém sem dar mais explicações.

Hoje, o funcionário americano explicou à Efe que a decisão foi tomada pelo Ministério de Transporte do Haiti, ao entender que os procedimentos de segurança que existiam antes do terremoto deveriam ser retomados.

"A decisão do Ministério de Transporte do Haiti significa que não será mantido o acesso sem restrições à imprensa ao terminal de passageiros nem às pistas de aterrissagem. Foi pedido à imprensa que desocupe essas áreas para que as regras normais do aeroporto possam ser restabelecidas", disse a fonte.

A medida obrigou o Exército dos EUA, encarregado da segurança no aeroporto, a informar à imprensa que deveria deixar as pistas e o terminal a partir de hoje.

Segundo o representante americano, os haitianos estão encarregados do aeroporto e é "algo normal" que a imprensa não tenha acesso livre a pistas.

O grande terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado nesta quarta que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE pgp/rr

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