A maioria das 33 crianças que iam sair do Haiti com uma organização religiosa americana têm famílias que sobreviveram ao terremoto de 12 de janeiro, disse há pouco à AFP Patricia Vargas, diretora do centro de acolhida de menores perto de Porto Príncipe - o Instituto Haitiano do Bem-Estar Social, que se ocupa de adoções.



Ela explicou à agência que algunas dessas crianças, com as quais conversou, "dizem que seus pais estão vivos; muitas chegaram a dar um endereço e número de telefone".

Os menores foram levados para um centro de cuidados de Croix des Bouquets.

De acordo com a BBC, o grupo pertence à ONG New Life Children's Refuge, com sede no Estado americano do Idaho. Em uma delegacia em Porto Príncipe, onde estão detidos, eles disseram à BBC que tinham a intenção de levar as crianças a um orfanato que montaram na República Dominicana.

Eles afirmaram ainda que a prisão é um erro e que eles achavam que tinham permissão para viajar para o país vizinho.

Adoção
O terremoto do último dia 12 matou até 200 mil pessoas e destruiu vários orfanatos no Haiti. Muitas crianças ficaram órfãs e as autoridades já manifestaram a preocupação de que redes de tráfico se aproveitem da situação para levá-las para fora do país.

Diante disso, o governo impôs novos controles para a adoção dos órfãos do terremoto. Entre elas, está a exigência de uma autorização do Ministério de Assuntos Sociais para a saída de uma criança do Haiti.

Segundo o ministro Yves Christalin, as crianças acompanhadas pelos americanos tinham entre 2 meses e 12 anos de idade.

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    * Com agências internacionais

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