Haiti: general brasileiro garante que seus comandados não mataram manifestante

O comandante da força de estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), general Floriano Peixoto, afirmou que a bala que matou um manifestante nesta quinta-feira em Porto Príncipe não partiu de suas tropas, em entrevista à AFP.

AFP |

"Verdadeiramente, não atribuo esta possibilidade de que a tropa tenha atirado com munição real contra a população", disse o general brasileiro em Porto Príncipe, horas após o incidente.

"Todos os (soldados) envolvidos garantiram que não deram tiros contra a multidão".

A porta-voz da Minustah, Sophie Boutaud de la Combe, já havia declarado que os soldados da força da ONU tinham disparado apenas "para o ar", quando foram "atacados a pedradas por manifestantes procedentes de vários bairros da cidade".

Segundo os manifestantes, o homem foi "abatido por soldados brasileiros da Minustah".

O general Floriano Peixoto lembrou que suas tropas no Haiti "têm soldados altamente capacitados" e acostumados a lidar com protestos, e carregam armas não-letais para lidar com este tipo de situação.

"Estou convencido de que isto não ocorreu (...) Estes incidentes acontecem porque estes focos de concentração são utilizados com diversas intenções", destacou o general.

Segundo o militar, em muitos casos os protestos são infiltrados por "elementos de fora do contexto original" da manifestação e que têm "segundas intenções".

Milhares de pessoas participavam hoje dos funerais do padre Gérard Jean-Juste (ligado ao ex-presidente haitiano Jean Bertrand Aristide), morto há duas semanas na Flórida, quando começaram os incidentes.

Jovens que se dispersaram em pequenos grupos, depositaram o corpo da vítima no palácio presidencial haitiano, enquanto outros grupos recorriam à violência nas ruas, atirando pedras contra veículos estacionados nos arredores.

Os seguidores de Aristide são contrários à presença da força da ONU no Haiti, que está no país há cinco anos.

mr/LR

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