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GENEBRA - O terremoto que devastou a capital do Haiti, Porto Príncipe, e outras cidades do país é uma catástrofe histórica e a pior situação que que ONU teve de enfrentar, afirmou neste sábado Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês).


"Estamos em um país decapitado, sem estruturas políticas ou governamentais nas quais possamos nos apoiar" para levar adiante os trabalhos de ajuda e resgate, acrescentou.

A porta-voz assegurou que nem mesmo o tsunami que atingiu a ilha indonésia de Sumatra e outros países do Sudeste Asiático em dezembro de 2004 provocou tanto caos.

"Até em Banda Aceh - a região da Indonésia mais atingida pelo tsunami - havia certas estruturas governamentais ou oficiais nas quais podíamos nos apoiar", ressaltou a representante do OCHA.

Segundo os números apresentados pelo ministro da Saúde haitiano, Alex Larsen, pelo menos 50 mil morreram e 250 mil ficaram feridas no terremoto. A Defesa Civil do país acrescentou que de 750 mil a um milhão de haitianos ficaram sem casa. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

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