H1N1 se alastra na Ásia; EUA têm 9 mortes

Por Isabel Reynolds e Yoko Nishikawa TÓQUIO (Reuters) - A difusão do vírus H1N1 na Ásia não dá sinais de ceder na quinta-feira, quando as Filipinas registraram seu primeiro caso, e novas infecções foram confirmadas no Japão, na China e em Taiwan.

Reuters |

Nos Estados Unidos, as autoridades relataram a nona morte pela doença, um menino de 13 anos no Arizona.

O vírus H1N1 mistura de forma até recentemente desconhecida elementos de gripes suínas, humanas e aviárias, com fácil contágio entre pessoas. A doença já matou 85 pessoas, principalmente no México, e contaminou mais de 11 mil em 41 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A doença não provocou mortes até agora na Ásia, continente mais afetado pelas epidemias da gripe aviária H5N1 e da síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês), ambas nesta década.

As Filipinas disseram que uma menina de 10 anos teve a doença depois de voltar de uma viagem aos EUA e Canadá, mas já se recuperou. O governo está em contato com pessoas que viajaram no mesmo avião que ela, e pediu à família da paciente que fique de quarentena.

No Japão, o número de casos subiu para 272. Pelo menos 4.500 escolas, principalmente nas regiões de Osaka e Hyogo (oeste), devem ficar fechadas até o final da semana.

Na China, as autoridades confirmaram o quinto caso no país, um estudante sino-canadense, de 21 anos, que está em Pequim. A Austrália anunciou seu oitavo caso. Taiwan, que tinha um caso confirmado, somou mais dois.

Na América do Sul, o Chile se tornou um dos países mais afetados da região, com 16 casos confirmados até agora, entre crianças e adultos.

SINTOMAS BRANDOS

Até agora, os sintomas do novo vírus parecem ser em geral brandos, mas sua difusão começa a gerar efeitos mais graves.

O ministro japonês da Saúde, Yoichi Masuzoe, disse que um estudo de 43 casos na cidade de Kobe sugere que a doença se comporta como uma gripe sazonal, e que nem todos os pacientes precisam de internação.

Por outro lado, pesquisadores do governo dos EUA disseram que a vacina contra a gripe comum não garante proteção praticamente nenhuma contra a nova doença. O estudo também apoia a intrigante teoria de que pessoas maiores de 60 anos têm alguma imunidade ao H1N1, talvez porque ele se pareça com alguma versão mais antiga da gripe sazonal comum.

(Reportagem adicional de Hamid Shalizi, em Cabul, Simon Rabinovitch, em Pequim, Rob Taylor, em Canberra, Fiona Ortiz, na América Latina, Laura MacInnis, em Genebra)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG