NOVA ORLEANS - O furacão Gustav segue em rota de colisão com o litoral da Louisiana nesta segunda-feira, provocando chuvas, fortes ventos, além de se tornar a maior ameaça a Nova Orleans desde o furacão Katrina em 2005.

    Quase 2 milhões de pessoas deixaram o litoral da Louisiana e mais de 11 milhões de moradores de cinco Estados norte-americanos devem sentir o impacto da tempestade, que deve chegar ao continente, em Nova Orleans, na tarde desta segunda-feira.

    Até a noite de domingo, as ruas de Nova Orleans estavam vazias após 95% da população atender aos pedidos desesperados das autoridades para que deixassem a cidade.


    Polícia patrulha ruas de Nova Orleans após toque de recolher / AFP

    Cerca de 1,9 milhão de pessoas deixou as áreas costeiras. Somente 10 mil pessoas teriam ficado em Nova Orleans. Policiais e integrantes da Guarda Nacional patrulhavam a cidade vazia durante um toque de recolher imposto para tentar evitar saques.

    Empresas petrolíferas suspenderam praticamente todas as atividades de produção no Golfo do México, região geralmente responsável por 25 por cento da produção de petróleo dos EUA e por 15 por cento da produção de gás natural do país.

    Continente atingido

    A borda do furacão Gustav atingiu a costa americana do Golfo do México na madrugada desta segunda-feira, com chuvas e ventos que começaram a afetar Nova Orleans, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC).

    No entanto, de acordo com as previsões o olho da tempestade não deve tocar a terra antes da tarde desta segunda-feira.


    Imagem de satélite mostra aproximação do Gustav / AFP

    No início desta segunda-feira, a tempestade tinha ventos sustentados de 185 quilômetros por hora, o que fazia do Gustav um furacão categoria 3, de acordo com o Centro Nacional de Furacões.

    Meteorologistas afirmam que o Gustav ainda pode ganhar força, mas não acreditam que a tempestade transforme-se num furacão categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5.

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    * Com AFP e EFE

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