Gustav mata 59 no Caribe e ruma para os EUA

KINGSTON - A tempestade tropical Gustav atingiu a Jamaica, nesta quinta-feira, e, depois de provocar 59 mortes no Caribe, se dirige para Nova Orleans e para os campos de petróleo do golfo do México, aonde deve chegar como furacão na semana que vem.

Reuters |

Enquanto isso, outra tempestade tropical, Hanna, se forma no Atlântico e deve chegar às Bahamas e à Flórida, também na semana que vem, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.

Pela sua rota e força, Gustav pode ser o evento mais devastador para o setor petrolífero dos EUA desde a temporada de furacões de 2005. No mercado futuro, o barril de petróleo chegou a subir 2 dólares, atingindo 120,50 antes de recuar com a notícia de que o Departamento de Energia pode abrir seu estoque de emergência, decisão corroborada por países ligados à Agência Internacional de Energia.

Gustav, sétima tempestade desta agitada temporada, estava às 14h (15h em Brasília) cerca de 65 quilômetros a leste de Kingston, capital da Jamaica, com ventos regulares de 110 quilômetros por hora. A qualquer momento os ventos podem superar os 119 quilômetros por hora, o que transforma a tempestade em furacão.

Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina há três anos, continua na possível rota da tempestade, que deve atingir o litoral dos EUA em algum ponto entre o noroeste da Flórida e o Texas.

O governador da Louisiana, Bobby Jindal, alertou os moradores de Nova Orleans para uma possível desocupação a partir de sexta-feira, terceiro aniversário da passagem do Katrina. O vizinho Mississippi, também devastado há três anos, já declarou estado de emergência.

Na Jamaica, lojas, correios e escolas fecharam, e o governo deu folga aos serviços não-essenciais. A aproximação da tempestade já provocava fortes chuvas e ventos na montanhosa ilha.

'Vi simplesmente uma parte do meu telhado voar embora', disse por telefone Phillip Wright, que vive no extremo leste da Jamaica, onde houve graves danos a residências. Ele relatou queda de árvores e falta de luz.

Na terça-feira, como furacão, Gustav passou pelo Haiti, matando 51 pessoas, especialmente por causa de inundações e deslizamentos no oeste e sul do país. Na vizinha República Dominicana houve outras oito mortes.

Ameaça de furacão

A tempestade tropical "Gustav" pode se transformar de novo em furacão ainda hoje e se aproximar, amanhã, do extremo oeste de Cuba, após passar pela Jamaica, advertiu o Instituto de Meteorologia cubano.

"'Gustav' poderia intensificar-se mais, chegando à categoria de furacão hoje e adquirindo maior intensidade em sua trajetória ao oeste-noroeste", informou o instituto.

Por isso, há um alerta em vigor às províncias de Pinar del Río, Havana e Cidade de Havana, assim como ao município especial da Isla de la Juventud, diz o último relatório do órgão.

"A intensidade de seus ventos máximos sustentados aumentou até 110 km/h, com seqüências superiores", acrescenta o boletim emitido às 12h (13h em Brasília).

Um ciclone é considerado furacão quando seus ventos máximos sustentados passam de 119 km/h.

Às 12h (13h em Brasília), o centro de "Gustav" estava em 17,9 graus de latitude norte e 76,0 de longitude oeste, 255 quilômetros ao leste de Punta Negril (Jamaica) e 275 quilômetros ao sudeste de Cabo Cruz (Granma).

Segundo o último aviso de ciclone emitido pelo instituto, durante a manhã "Gustav" se movimentou em direção ao oeste cerca de 7 km/h.



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