Gustav ganha força ao se aproximar de Cuba

O furacão Gustav está ganhando força à medida em que se aproxima de Cuba neste sábado, segundo meteorologistas americanos. O furacão foi colocado na categoria 3 - como uma grande tempestade - em uma escala que vai até 5.

BBC Brasil |

Neste sábado pela manhã, ao passar cerca de 220 km ao sudeste da Isla de la Juventud e cerca de 410 km ao leste e sudeste da ponta oeste de Cuba, o Gustav tinha capacidade para produzir ventos de até 185 km/h.

Mais de 70 pessoas morreram na República Dominicana, Haiti e Jamaica por causa do furacão, que também passou pelas Ilhas Cayman, onde ainda não há relatos de vítimas.

As autoridades cubanas retiraram mais de 60 mil pessoas de áreas costeiras de baixa altitude e mobilizaram equipes médicas e de resgate para lidar com as conseqüências da passagem do Gustav.

Todos os ônibus e trens que saem e chegam a Havana foram suspensos.

O correspondente da BBC em Havana Michael Voss, disse que Cuba tem um dos mais eficientes esquemas de preparo e organização para retirada de moradores da região, mas que as más condições das casas na capital podem representar um risco adicional.

Mais força
Meteorologistas do Centro Nacional para Furacões dos Estados Unidos, sediado em Miami, advertiram que a tempestade pode se fortalecer ainda mais e chegar à categoria 4 quando passar pelas águas quentes do Golfo do México ao longo do fim de semana e seguir em direção aos Estados Unidos.

A previsão é de que Gustav atinja a costa americana - em algum local entre o sul do Texas e a Flórida - até terça-feira, levando quatro Estados a planejar grandes operações de retirada de moradores.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou estado de emergência na Louisiana e no Texas.

A Casa Branca informou que será enviada ajuda federal para complementar os esforços estaduais e locais para conter os danos que podem ser provocados pelo furacão.

Mais de 1,5 mil pessoas morreram em Nova Orleans há três anos em conseqüência da passagem do furacão Katrina.

Nova Orleans e a área costeira do Mississippi lembraram as vítimas de Katrina. Os sete últimos corpos não reclamados foram sepultados em Nova Orleans em um memorial na sexta-feira.

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