Gustav e Sarah Palin concentram atenção de democratas e republicanos

As campanhas dos candidatos à Casa Branca, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, ficaram, neste sábado, na expectativa do avanço do furacão Gustav, que ameaça atingir a costa do sul dos Estados Unidos nos próximos dias.

AFP |

O furacão, ainda na categoria 4, mas com grande probabilidade de chegar ao nível 5, de potência máxima, pode provocar uma catástrofe como a do Katrina, em 2005.

McCain já anunciou que seu partido poderá suspender a convenção republicana prevista para começar na próxima segunda-feira, em St. Paul (Minnesota, norte), caso o Gustav provoque um desastre.

O furacão poderá tocar o solo americano na segunda-feira à noite, ou na terça.

Em campanha, hoje, em Youngstown (Ohio, norte), Obama disse esperar que o governo americano tenha aprendido as lições do Katrina. Seu companheiro de chapa, o senador Joe Biden, pediu à população que reze para que os diques que protegem Nova Orleans resistam ao mau tempo.

McCain chegou a classificar de "vergonhosa" a forma como o governo do presidente George W. Bush, de seu partido, reagiu à passagem do Katrina.

De acordo com o programa da convenção republicana, Bush falaria na segunda à noite, mas, com a chegada iminente de Gustav, não é seguro que o presidente esteja presente em St. Paul.

Aliás, falando em política, a escolha audaciosa de McCain de indicar para vice a novata Sarah Palin, governadora do Alasca há dois anos, continuava agitando os comentaristas, neste sábado.

A pergunta é como Sarah, de 44 anos, que praticamente não tem experiência política, estará à altura de Joe Biden, vice de Obama, que passou a maioria de sua carreira de 36 anos no Senado trabalhando na Comissão de Relações Exteriores.

O senador McCain se encontrou apenas uma vez com Sarah Palin, em fevereiro, antes de convocá-la esta semana a sua residência de Sedona (Arizona), quando lhe fez o convite para completar a chapa republicana.

Em um e-mail enviado a seus correligionários, Palin disse que "as grandes oportunidades da vida chegam, às vezes, por acaso, e este é o caso, para mim".

"John McCain e eu vamos alterar o 'status quo' em vigor em Washington", prometeu.

O nome de Sarah, ferrenha adversária da legalização do aborto, foi comemorado pela Direita Cristã.

Ao escolher uma mulher, McCain espera atrair as eleitoras que apoiavam a senadora Hillary Clinton, derrotada por Barack Obama. Neste sábado, a ex-primeira-dama voltou a pedir aos eleitores americanos e, em particular, às mulheres, que votem na chapa Obama-Biden em 4 de novembro.

"É, claramente, mais difícil para McCain poder criticar a inexperiência de Obama", comentou o professor Tom Baldino, da Universidade Wilkes, na Pensilvânia, sobre o currículo de Palin.

"Hoje, John McCain pôs uma ex-prefeita de uma cidade de 9.000 habitantes, com zero experiência em Política Externa a um passo da presidência", alfinetou o porta-voz da campanha democrata, Bill Burton, em nota divulgada ontem.

Segundo pesquisa do Instituto Gallup divulgada neste sábado, Obama tem uma vantagem de oito pontos sobre McCain (49% contra 41%), mas os republicanos esperam reverter esse resultado, depois da Convenção do partido.

aje/tt

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