Guiné-Bissau volta à normalidade após assassinato do presidente

Johanesburgo, 3 mar (EFE).- A normalidade voltou hoje às ruas de Guiné-Bissau, após um dia de confusão e temor após os assassinatos do presidente do país, João Bernardo Vieira, e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagmé Na Wai.

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Apesar do vazio de poder deixado pelos assassinatos, "tudo funciona com normalidade hoje em Guiné-Bissau", disse à Agência Efe Alicia Fernández, da ONG espanhola Assembleia de Cooperação pela Paz, que mora no país africano.

"A noite foi muito tranqüila, já podemos sair na rua, o trânsito é normal e as lojas estão abertas", disse Fernández, ao descrever uma situação contrária à de ontem, quando quase não havia pedestres e veículos, e a circulação estava prejudicada por vários controles militares.

A situação de confusão em Guiné-Bissau está se dissipando gradualmente, depois que os chefes militares garantiram ontem a continuidade das instituições do país e que o Governo anunciasse a criação de uma comissão de investigação para determinar os culpados pela morte dos dois dirigentes guineenses.

Segundo Fernández, "ontem a situação era desconcertante e confusa, mas não havia medo de que os soldados fossem tomar a cidade".

Apesar de tudo, após o assassinato do general Na Wai no domingo à noite, várias embaixadas recomendaram a seus cidadãos que permanecessem em casa, por temor a situações violentas, como os tiroteios que ocorreram durante a noite de domingo para segunda-feira.

Em reunião com o primeiro-ministro do país, Carlos Gomes Júnior, os chefes do Exército, da Marinha e da Força Aérea garantiram que o ocorrido não foi um golpe de Estado.

Vieira foi assassinado ontem por um grupo de militares que atacou sua residência poucas horas após um atentado com bomba que causou a morte de Na Wai. O Governo decretou um luto nacional de sete dias em honra ao líder, que ocupou durante quase 23 anos a Presidência da República.

O presidente da Assembleia Nacional Popular (Parlamento), Raimundo Pereira, segundo a Constituição, assumirá a Chefia do Estado, e devem ser convocadas eleições presidenciais em dois meses.

EFE hc/an

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