Redação Central, 7 jul (EFE).- O Tribunal de Malabo condenou hoje a 34 anos e quatro meses de prisão o mercenário sul-africano Simon Mann, acusado de tentativa de homicídio contra o chefe do Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, segundo disse à Agência Efe seu advogado, José Pablo Nvo.

O tribunal o condenou também a pagar uma multa de 150.000 euros.

Em conversa telefônica com a Agência Efe, Pablo Nvo disse que pensa em recorrer da decisão judicial.

"A sentença é incongruente. O promotor solicitava 31 anos e oito meses de prisão e o Tribunal lhe condenou a uma pena superior à pedida pela promotoria. Isso não faz sentido e vamos recorrer", afirmou.

Pablo Nvo acrescentou que seu cliente escutou a sentença em inglês e que também ficou surpreso. Ele considera que o fato de seu cliente ter colaborado com a Justiça não foi levado em conta pelo Tribunal.

O empresário libanês Mohamed Salaami, residente na Guiné Equatorial desde o ano 2000, e também acusado de tentativa de homicídio contra o chefe do Estado, foi condenado a 18 anos e três meses de prisão e a uma multa de 150.000 euros, assim como a 20 anos de proibição de estadia no país, uma vez cumprida a pena. No caso de Salaami, o promotor tinha solicitado 20 anos de prisão.

Mann e Salaami ainda terão que pagar 30 milhões de euros por danos ao Estado. Também foram condenados a seis anos de prisão os guinéu-equatorianos Emilio Eson Micha, Gerardo Angüe Mangue, Gumetsindo Ramírez Faustino e Juan Ekomo Ndong, e a um ano Bonifacio Nguema Ndong.

Os guinéu-equatorianos condenados são militantes do Partido do Progresso (PP), liderado por Severo Moto.

Mann foi detido em 7 março de 2004 no aeroporto internacional de Harare onde auxiliou um grupo de homens que chegavam da África do Sul e faziam escala no aeroporto antes de partirem para a Guiné Equatorial.

Em 9 de março de 2004, as autoridades de Malabo informaram da detenção de um grupo de mercenários ligado ao grupo imobilizado em Harare, com a finalidade de participar de uma tentativa golpista.

EFE ao/ab/plc

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.